Tecnologia

Sirius: Governo anuncia liberação de R$ 70 milhões e prevê 1ª volta de elétrons em novembro

Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações confirmou aporte. Laboratório de luz síncroton foi projetado para ser o mais avançado do mundo, em Campinas (SP).

Projeto Sirius | 22 de Setembro de 2018 as 01h 52min
Fonte: Fernando Evans | G1

Obras do laboratório Sirius no CNPEM, em Campinas — Foto: Renan Picoretti/CNPEM/LNLS

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) confirmou nesta sexta-feira (21) a liberação de R$ 70 milhões dos R$ 200 milhões de verba suplementar para realização de uma 1ª volta de elétrons do projeto Sirius, laboratório de luz síncroton de 4ª geração projetado para ser o mais avançado do mundo, em Campinas (SP).

De acordo com a pasta, o valor será suficiente para a conclusão dessa etapa da obra, e o teste com a 1ª volta de elétrons está prevista para acontecer em novembro.

Em nota, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que abriga o projeto Sirius, explica que em novembro ocorrerá "volta de elétrons em dois dos três aceleradores que compõem o equipamento".

"A volta no acelerador principal depende de atingirmos um vácuo similar ao que temos no espaço, um processo supersofisticado e complexo que não será concluído até novembro", destaca o CNPEM.

A abertura da nova fonte de luz síncrotron para pesquisadores está programada para 2019, e a conclusão total da obra, com 13 linhas operando, para 2020.

Pedido ao presidente

Em fevereiro, o diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncotron, Antônio José Roque da Silva, aproveitou a visita do presidente Michel Temer ao Sirius para solicitar a verba suplementar de R$ 200 milhões. O valor seria necessário para garantir a primeira volta de elétrons do equipamento, prevista para agosto.

Em junho, sem sinal do dinheiro do governo federal, o CNPEM adiou a data da primeira volta de elétrons para o último trimestre deste ano.

Luz síncroton

Atualmente há apenas um laboratório da 4ª geração de luz síncroton operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia. O Sirius foi projetado para ter o maior brilho do mundo entre as fontes com sua faixa de energia.

Quando o Sirius estiver em atividade - substituindo a atual fonte de luz usada no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron -, estima-se que uma pesquisa que atualmente é feita em 10 horas nos equipamentos mais avançados do mundo poderá ser concluída em 10 segundos.

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