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Mulher morre após fazer 159 horas extras no mês no Japão

Empresa demorou três anos para divulgar a morte da funcionária

Repórter De Política | 06 de Outubro de 2017 as 19h 54min
MT Agora - O Dia

Japonesa morre por insuficiência cardíaca após trabalhar 159 horas extras

Miwa Sado, uma japonesa de 31 anos, morreu por insuficiência cardíaca após trabalhar 159 horas extras em um mês. Ela trabalhava como repórter de política na maior emissora pública do Japão, a NHK.

O caso aconteceu em julho de 2013, mas a empresa só reconheceu que a causa da morte foi excesso de trabalho nesta semana, a pedido da família da vítima.

No mês de sua morte, ela cobriu as eleições da Assembleia Metropolitana de Tóquio e da Alta Câmara Nacional do Japão e teria tirado apenas dois dias de folga no período.

De acordo com um alto funcionário do departamento de notícias da NHK, Masahiko Yamauchi, a empresa demorou três anos para divulgar a morte de Miwa em respeito à família da jornalista. Yamauchi afirmou que a morte dela é um “problema para a organização como um todo, incluindo o sistema trabalhista e como as eleições são cobertas”.

No Japão, 22,7% das empresas admitiram que funcionários faziam mais de 80 horas extras por mês. O levantamento do governo considerou os meses de dezembro de 2015 a janeiro de 2016.

O caso de Miwa reabre a discussão sobre como os japoneses equilibram a vida pessoal e o trabalho. Mais de 2.000 japoneses se mataram por problemas relacionados ao trabalho em março de 2016, segundo um relatório divulgado pelo governo.

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