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Sicredi dá dicas para consumidores e comerciantes evitarem prejuízos

Cuidados devem ser redobrados para não cair no golpe de cédulas falsas

Evite Prejuizo | 19 de Dezembro de 2017 as 19h 15min
MT Agora - Assessoria

O fim do ano chegou e com ele o otimismo do comércio com as vendas, maiores neste período. O ano de 2017 foi marcado pela reação na geração de empregos formais e no consumo, porém ainda bem distantes da situação vivenciada antes da crise.

E no último mês do ano, o pagamento do 13º salário aos trabalhadores funciona como uma injeção de ânimo aos lojistas e consumidores. Contudo, o período não deve ser apenas de euforia para vender mais.

Os lojistas precisam estar atentos às operações, especialmente com pagamentos em dinheiro, já que, diante de um fluxo maior de pessoas nas lojas, os fraudadores aproveitam-se da situação para aplicar golpes. E um deles é o uso de cédulas falsas. 

E como os comerciantes e os trabalhadores podem se proteger contra este tipo de golpe? O assessor de Segurança do Sicredi, Matias Marques, afirma que a maneira mais eficiente para evitar que cédulas falsas entrem no caixa dos estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços ou no bolso dos consumidores é a conferência delas.

Ele comenta que as cédulas verdadeiras possuem itens de segurança facilmente identificados pelas pessoas, como a marca d’água, faixa holográfica, número escondido e alto-relevo, que são os mais comuns, mas há outros.

“Até mesmo a textura das cédulas autênticas é diferente. O papel moeda é feito com fibras de algodão, que dão uma textura especial às cédulas. Então, em se tratando de dinheiro em espécie, as principais dicas são: achar que isso pode acontecer com você e conferir todas as cédulas”. 

Segundo o assessor de Segurança, o erro mais comum entre as pessoas é achar que o evento nunca vai acontecer com ela.

“As pessoas são vítimas do próprio comportamento. Pensam que isso não vai acontecer e não tomam os devidos cuidados. Para citar um exemplo, se no caixa de uma farmácia ou supermercado tem uma fila de umas três ou quatro pessoas, o fraudador vai observar o comportamento do caixa ao atender os clientes, se confere as cédulas ou não. Dependendo do procedimento, se perceber uma falha, ele aproveitará para passar a nota falsa. Ao contrário, irá embora antes de ser atendido”, afirma.

“Os fraudadores buscam facilidades e esta época do ano, de grande movimentação nas lojas, o ambiente é propício para a atuação deles”, alerta. 

Para se ter uma ideia do problema, estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o pagamento do 13º salário aos trabalhadores mato-grossenses vai injetar R$ 2,914 bilhões na economia estadual, considerando o mercado formal, aposentados e pensionistas no Estado, com a remuneração de 1,243 milhão pessoas. Apesar da crise no emprego, o valor pago este ano é 4,63% maior que o registrado no ano passado, de R$ 2,785 bilhões.

Em todo o país, o abono natalino totalizará cerca de R$ 200 bilhões, o que representa cerca de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB), contemplando 83,3 milhões de brasileiros. A remuneração média está calculada em R$ 2.251,00. 

Com dinheiro extra na mão, muitas pessoas ficam eufóricas e fazem planos. Esquecem-se dos cuidados que devem tomar. Acreditam que a probabilidade de pegar uma nota falsificada é baixa. No entanto, os números impressionam. Estatísticas do Banco Central revelam que de janeiro a outubro foram recolhidas 4.575 cédulas do real falsas em Mato Grosso, incluindo notas da 1ª e da 2ª família do Real, de todos os valores.

Da 1ª família, as falsificações ocorreram mais com as cédulas de 50 reais, com 1.076 unidades tiradas de circulação. As de 100 reais somaram 327 unidades. Já na 2ª família do Real, o valor com mais falsificações foi o de 100 reais, com 1.912 notas, seguido de 50 reais, com 745 cédulas fraudadas. Em todo o país, 383.230 cédulas falsas foram tiradas do mercado no mesmo período, sendo 129.501 de 100 reais e 48.772 de 50 reais, ambas da 2ª família do Real. 

O assessor de Segurança do Sicredi Centro Norte aconselha que os comerciantes não tenham receio de conferir a cédula diante do cliente.

“Se alguém se achar ofendido, pode dizer que está apenas cumprindo um processo padrão da empresa, já que ninguém está imune à tentativa de fraude”, diz ao comentar que até mesmo nas agências da cooperativa de crédito – com atuação em 21 estados brasileiros - os profissionais que trabalham no caixa conferem as cédulas.

São treinados e possuem recursos para verificar se a cédula é autêntica, como caneta especial e equipamentos de raio ultravioleta, que detecta até mesmo se alguns documentos são falsificações. No caso das agências bancárias que recebem depósitos em envelope contendo cédula falsa, Marques afirma que a instituição financeira cooperativa entra em contato com o depositante para informar a ocorrência e tentar saber como a pessoa teve acesso àquela nota.

A pessoa é informada que o valor da cédula em questão não será depositado por se tratar de uma cédula duvidosa, que a nota será recolhida e enviada ao Banco Central do Brasil, responsável pela análise e confirmação da falsificação. 

O comerciante Genildo Pinto Sampaio, que tem uma loja de embalagens em Cuiabá, relata que já foi vítima de cédulas falsas. No estabelecimento, ele vende embalagens e sacolas plásticas, copos descartáveis, canudos, entre outros produtos para mercearias, restaurantes, sorveterias e lanchonetes. Cerca de 70% dos pagamentos dos clientes são feitos em dinheiro e o restante no cartão, fato que o coloca como potencial vítima dos golpistas.

“Foi num dia de bastante movimento que caí no golpe. Tive vários recebimentos naquela ocasião, pois tenho algumas empresas como clientes, e creio que um dos meus clientes recebeu uma cédula de 100 reais e me repassou, também sem saber que era falsa. Fiz um depósito e recebi uma ligação do banco informando que tinha uma cédula falsa. Fiquei no prejuízo”. 

Esse fato aconteceu há cerca de 1 ano e serviu de lição. Sampaio comprou uma caneta especial para conferir as cédulas e passou a fazer a verificação visualmente e pelo tato. “Não caí mais no golpe. Sei que muitos comerciantes do bairro (Tijucal) têm sido vítima dos fraudadores. Conferimos todas as cédulas, especialmente de 50 e 100 reais”. 

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), Nelson Soares Júnior, estima aumento de 10% nas vendas de dezembro, o que significa mais pessoas e mais dinheiro circulando no comércio. “E justamente por isso o comerciante não pode facilitar. Tem que manter os procedimentos e não deixar de conferir as cédulas. Hoje estão disponíveis no mercado algumas ferramentas que auxiliam na segurança, como a caneta e a luz ultravioleta, com preços acessíveis. Conferir manual e visualmente as cédulas deve ser uma rotina. Os funcionários recebem treinamento para isso”.

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