A Polícia Civil de Mato Grosso já contabiliza mais de 150 faccionados presos, alvos da Megaoperação Cartório Central, deflagrada no último dia 14 de janeiro, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste.
A investigação teve como foco a desarticulação de uma facção criminosa envolvida com crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial, em Primavera do Leste e região.
As ordens judiciais foram cumpridas em diversas cidades de Mato Grosso e também nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Acre, Rio de Janeiro e São Paulo. Nesta semana, mais dois alvos que estavam foragidos foram localizados e tiveram os mandados de prisão cumpridos, chegando a 151 o número de presos na operação.
Entre os faccionados presos está um homem apontado como fornecedor de drogas vinculado à facção. Na conta bancária do investigado foram identificados recebimentos de valores que estariam ligados ao tráfico de entorpecentes.
Os elementos colhidos nas investigações comprovam que ele atuava como fornecedor direto de drogas para a rede de distribuição controlada pela facção criminosa. A ordem de prisão contra o criminoso foi cumprida, na segunda-feira (23), na cidade de Rio Branco (AC), em ação conjunta do Núcleo de Inteligência de Primavera do Leste com a Polícia Civil do Acre.
Outro mandado contra foragido da operação, foi cumprido na quinta-feira (29), resultando na prisão de mais um suspeito que atuava na função de “soltado”, dentro da estrutura hierárquica do grupo criminoso. Ele foi preso em Primavera do Leste em ação realizada pelos policiais da Derf do município.
Cartório Central
A megaoperação foi deflagrada, no dia 14 de janeiro, para cumprimento de 471 ordens judiciais, dentre elas, 225 mandados de prisão preventiva, voltadas à desarticulação de uma facção criminosa envolvida com a prática de crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial, em Primavera do Leste e região.
As investigações iniciadas há pouco mais de um ano permitiram identificar a facção criminosa, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas no município e na região.
Também foram identificadas movimentações financeiras compatíveis com a prática de lavagem de capitais, demonstrando que os valores oriundos do tráfico de drogas eram utilizados não apenas para a aquisição de entorpecentes, mas também para a realização de empréstimos informais a terceiros, especialmente comerciantes locais, com a finalidade de mascarar a origem ilícita dos recursos.
A operação tem como principais objetivos desarticular a estrutura da facção criminosa, identificar e responsabilizar seus integrantes, além de interromper o fluxo financeiro ilícito e reduzir o poder de atuação do grupo na região.