Economia Startups
Educação tem papel central no avanço da economia criativa
O avanço do setor reforça o papel da educação na formação de profissionais preparados para atuar em áreas como design, marketing e tecnologia, com ...
02/02/2026 14h06
Por: Redação Fonte: Agência Dino

O avanço da economia criativa no Brasil tem colocado a educação em posição de destaque na formação de profissionais para um mercado que depende cada vez mais de inovação. De acordo com boletim do Observatório Itaú Cultural referente ao terceiro trimestre de 2024, o setor registrou crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior e atingiu 7,79 milhões de trabalhadores.

A economia criativa abrange atividades relacionadas à cultura, ao design, à comunicação e à tecnologia. O relatório do Observatório aponta que os segmentos Editorial, Design e Publicidade apresentaram as maiores variações positivas no período, com aumentos de 20%, 18% e 11%, respectivamente.

Nesse contexto, instituições de ensino vêm adotando metodologias que unem teoria e prática, buscando aproximar o aprendizado das demandas do mercado. A 4ED Escola de Design, por exemplo, oferece cursos e formações nas áreas de design, marketing e tecnologia, disponíveis nas modalidades online ao vivo e presenciais em Porto Alegre (RS).

Segundo o cofundador da 4ED, Jandreh Hofstetter, "a escola precisa ser um espaço onde o aluno compreenda os processos criativos de forma aplicada, relacionando o conhecimento às situações do mundo real". Para ele, a prática pedagógica deve considerar o desenvolvimento da capacidade analítica e da resolução de problemas como parte da formação técnica e criativa.

O relatório do Observatório Itaú Cultural aponta que o avanço da economia criativa está relacionado ao crescimento de setores que valorizam o capital intelectual e a inovação. Esse movimento também se reflete em outras áreas do mercado de trabalho, especialmente na tecnologia.

Profissionais de tecnologia têm buscado novas oportunidades com foco em atualização e inovação, refletindo a necessidade de aprendizado contínuo. Segundo o levantamento, as buscas por vagas relacionadas à tecnologia e inteligência artificial cresceram mais de 50% entre 2024 e 2025, reforçando a importância de formações que desenvolvam competências técnicas e criativas.

A integração entre educação e economia criativa é vista por pesquisadores como um fator relevante para o fortalecimento de setores produtivos que dependem de capital intelectual. Conforme o boletim do Observatório Itaú Cultural, o crescimento de áreas baseadas em conhecimento reflete a ampliação de oportunidades para profissionais formados em ambientes que incentivam a experimentação e o pensamento crítico.

O estudo indica ainda que o desempenho positivo do setor está relacionado à expansão de atividades econômicas sustentadas por ideias e processos criativos. Para especialistas, a formação educacional orientada por esses princípios contribui para o desenvolvimento de competências que acompanham as transformações do mercado de trabalho.

A relação entre ensino e economia criativa tende a consolidar novas práticas pedagógicas no país. Ao incorporar inovação como parte do processo formativo, as escolas passam a atuar não apenas na transmissão de conhecimento, mas também na criação de condições que favorecem a aplicação prática do aprendizado em diferentes contextos profissionais.