Lucas do Rio Verde consolidou-se como referência estadual em austeridade administrativa ao registrar o menor custo por eleitor entre as principais Câmaras Municipais do "eixo do agronegócio" em Mato Grosso. Um levantamento técnico, fundamentado em dados oficiais do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), aponta que o Legislativo luverdense opera com uma eficiência financeira superior à de municípios vizinhos com perfis socioeconômicos semelhantes.
O estudo comparou as operações de Lucas do Rio Verde com as câmaras de Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra, Nova Mutum e Campo Verde. O indicador mais expressivo é o custo per capita: enquanto em Lucas do Rio Verde manter a estrutura parlamentar custa R$ 168 por eleitor ao ano, em Campo Novo do Parecis esse valor salta para R$ 547 — uma diferença de 225%.
Equilíbrio entre Orçamento e Entrega
Em 2025, a Câmara de Lucas do Rio Verde utilizou R$ 9,03 milhões para custear suas atividades e os nove gabinetes parlamentares. Embora o custo médio por vereador (aproximadamente R$ 1 milhão/ano) esteja alinhado à média regional, o diferencial reside na estrutura enxuta e no rigor com gastos acessórios, como diárias e verbas indenizatórias.
O contraste é evidente quando comparado ao Legislativo de Campo Novo do Parecis, que consumiu R$ 15,85 milhões no mesmo período para o mesmo número de cadeiras. Recentemente, a cidade vizinha foi alvo de críticas pelo alto volume de gastos com diárias, que somaram mais de meio milhão de reais em apenas dez meses.
Liderança em Devolução de Recursos
Além de gastar menos por cidadão, a Câmara de Lucas do Rio Verde lidera o ranking de economia direta. Do orçamento previsto de R$ 13,1 milhões para o exercício de 2025, o Legislativo operou com uma economia real que permitiu a devolução de R$ 4,07 milhões aos cofres da Prefeitura Municipal.
Esses recursos retornam ao Executivo como verba livre, podendo ser reinvestidos em áreas prioritárias como saúde, educação e infraestrutura urbana.
Comparativo de Devoluções (2025):
Lucas do Rio Verde: R$ 4,07 milhões
Campo Verde: R$ 3,00 milhões
Nova Mutum: R$ 2,97 milhões
Tangará da Serra: R$ 2,56 milhões
Campo Novo do Parecis: R$ 1,15 milhão
Análise de Eficiência
Os dados reforçam uma tendência de gestão profissional em Lucas do Rio Verde. Para especialistas em administração pública, o resultado demonstra que a representatividade política não está atrelada ao aumento de gastos. "A eficiência na gestão do duodécimo reflete o compromisso com o dinheiro público. Lucas prova que é possível fiscalizar e legislar mantendo o impacto financeiro no bolso do contribuinte em níveis mínimos", aponta o relatório.
O desempenho de 2025 coloca a Câmara de Lucas em uma posição estratégica para o debate político de 2026, servindo de modelo para a região no que tange à transparência e à otimização de custos legislativos.