O mercado global de marketing de afiliados deve atingir, em 2030, um tamanho de mais de US$ 38 bilhões (R$ 201 bilhões, na cotação atual), mais do que o dobro dos US$ 16 bilhões (R$ 84 bilhões) estimados em 2023, segundo publicação do Yahoo! Finance. Nesse segmento, uma pessoa ou empresa (o afiliado) promove produtos ou serviços de terceiros e recebe uma comissão por cada resultado gerado, seja ele uma venda, cadastro ou clique.
Números relevantes também indicam o crescimento do setor no Brasil. Entre 2022 e 2023, por exemplo, o número de afiliados no país aumentou 8%, de acordo com um relatório da Admitad repercutido pelo site E-Commerce Brasil.
No início, o marketing de afiliados ganhou muita visibilidade no Brasil associado à ideia de renda extra pela internet, explica Paulo Silva, CEO da Filtrify. Isso foi importante para popularizar o modelo, porque ajudou a mostrar que era possível vender produtos digitais e receber comissões online, avalia ele.
Na visão de Paulo Silva, o mercado passa por uma transição, em que deixa de ser dominado pela narrativa da oportunidade e passa a ser cada vez mais orientado por operação, processo e eficiência. "Quem continua apenas na lógica da renda extra tende a ficar na superfície. Quem estrutura a operação começa a construir negócios mais consistentes dentro desse ecossistema", considera ele.
À medida que mais pessoas passaram a vender online, a concorrência aumentou e o nível de profissionalização também precisou crescer. Segundo o CEO, hoje existem também mais soluções para criação de páginas, campanhas, rastreamento e análise de desempenho. Isso fez com que o marketing de afiliados deixasse de ser uma atividade improvisada e começasse a se aproximar de uma operação maior.
Outro fator que impulsiona a transformação do mercado é o processo de aprendizado. Muitos profissionais que começaram buscando renda extra passaram alguns anos operando, errando, aprendendo e evoluindo. Essa experiência gerou uma nova geração de afiliados que pensa mais em processo, dados e previsibilidade, detalha Paulo.
Nesse cenário, o CEO destaca a importância da análise de dados, descrita como "o elemento que separa uma operação amadora de uma profissional". De forma geral, quando o afiliado consegue visualizar com clareza o que está acontecendo dentro da sua operação (quais campanhas estão gerando vendas, quais fontes de tráfego funcionam melhor e qual estrutura converte mais), ele passa a tomar decisões mais assertivas.
"Sem dados, o afiliado basicamente opera no escuro. Ele pode até vender, mas não sabe exatamente por que está vendendo. Isso torna muito difícil escalar. Com dados bem organizados, a lógica muda. A operação deixa de depender de tentativa e erro e passa a depender de leitura, análise e otimização contínua. Isso aumenta a previsibilidade e reduz muito o risco na hora de crescer", pontua Paulo.
Na Filtrify, há a visão de que a profissionalização do segmento passa também por ter uma infraestrutura que centralize os dados e permita que o afiliado tenha uma leitura mais clara da sua operação. O intuito é evitar que sejam usadas ferramentas separadas, dados espalhados e haja dificuldade para entender exatamente o que está acontecendo dentro das campanhas.
Olhando para os próximos anos, o executivo acredita que o segmento deve continuar crescendo, com cada vez mais uso de tecnologia e análise de dados dentro dessas operações. Quanto mais competitivo o mercado se torna, mais importante fica entender exatamente o que gera resultado.
"No longo prazo, o marketing de afiliados tende a se aproximar cada vez mais de um modelo de marketing digital profissional, com mais estratégia, mais dados e mais eficiência operacional", conclui ele.
Para saber mais, basta acessar o site da Filtrify: https://filtrify.com.br/