O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, anunciou uma nova diretriz estratégica para a segurança pública do estado: o fortalecimento e a criação de novas Guardas Civis Municipais (GCMs). A proposta visa estimular os municípios a realizarem concursos públicos para essas corporações, integrando-as em um plano maior de "cerco ao crime" que busca otimizar a presença das forças de segurança nas ruas e nos centros urbanos.
A estratégia estadual parte do princípio de que guardas municipais bem estruturadas podem assumir responsabilidades de vigilância patrimonial e patrulhamento preventivo. Isso permitiria que a Polícia Militar e a Polícia Civil concentrassem esforços em investigações complexas e no combate direto ao crime organizado, criando uma rede de proteção mais densa e eficiente.
Para Pivetta, o sucesso dessa integração depende de profissionalismo e investimento técnico, transformando as guardas em componentes ativos da inteligência de segurança do estado.
A referência de Lucas do Rio Verde
Dentro deste novo planejamento estadual, Lucas do Rio Verde surge como o principal caso de sucesso e modelo a ser replicado. A Guarda Civil Municipal luverdense é reconhecida como uma das mais eficientes do interior brasileiro, sendo pioneira na região ao adotar o armamento e o treinamento de alto nível para seus agentes.
Diferente de corporações meramente patrimoniais, a GCM de Lucas do Rio Verde atua com poder de polícia preservado e equipamentos modernos, servindo de suporte direto às polícias estaduais. Essa estrutura já consolidada no município demonstra que a municipalização da segurança, quando feita com seriedade e amparo legal, resulta em uma queda drástica nos índices de criminalidade local e no aumento da sensação de segurança para o comércio e para as famílias.
Próximos passos
O governo do estado deve agora detalhar como será o suporte técnico e os convênios necessários. O foco inicial será nas cidades que possuem maior densidade populacional e que já apresentam gargalos no policiamento convencional.
A intenção é que as novas corporações municipais já nasçam alinhadas aos protocolos de treinamento do estado, garantindo que a guarda armada seja uma extensão técnica da segurança pública estadual, mantendo o rigor e a disciplina necessários para o uso progressivo da força.