Um caso revoltante de maus-tratos a animais mobilizou as autoridades policiais em Mato Grosso. Um homem de 32 anos foi formalmente identificado e confessou ser o autor dos abusos cometidos contra um cão de porte médio na zona rural do município de Santo Antônio do Leverger, a cerca de 34 km de Cuiabá.
O crime ganhou grande repercussão e chegou ao conhecimento da polícia após um vídeo, que mostrava as agressões ao animal, começar a circular intensamente e causar indignação nas redes sociais.
A investigação foi assumida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), vinculada à Polícia Civil. Com o cerco se fechando devido à rápida viralização das imagens, o suspeito se apresentou voluntariamente à unidade policial, acompanhado de seu advogado, momento em que confessou a autoria do crime.
Resgate e Perícia
Paralelamente ao depoimento, as equipes de investigação se deslocaram até a propriedade onde o crime ocorreu, localizada nas proximidades da rodovia BR-364. Os policiais encontraram a residência trancada, mas localizaram dois cães amarrados do lado de fora do imóvel.
Para garantir a materialidade do crime, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi imediatamente acionada. Os peritos realizaram a coleta de material biológico no cão que aparece no vídeo, e essas amostras passarão por uma análise detalhada. Após os procedimentos técnicos, o animal foi resgatado e encaminhado para receber o devido atendimento médico-veterinário, com o suporte direto do setor de Bem-Estar Animal do Estado.
Antecedentes e Penalidades
O caso ganha contornos ainda mais graves devido ao histórico do autor. A apuração policial confirmou que o investigado possui antecedentes criminais por crimes de extrema gravidade, incluindo roubo e estupro de vulnerável. Ele também é monitorado pelo sistema de Justiça por meio do uso de tornozeleira eletrônica.
O inquérito policial segue em andamento, embasado rigorosamente na legislação ambiental federal. A lei atual para crimes de maus-tratos contra cães e gatos é dura, prevendo pena de reclusão de dois a cinco anos, além da aplicação de multa financeira e a proibição definitiva da guarda de animais. A Polícia Civil aproveitou o desfecho rápido do caso para reforçar à população a importância de registrar denúncias, essenciais para que crimes covardes contra os animais não passem impunes.