Turismo Turismo
Intercâmbios de longa duração ganham força entre jovens
Programas de um semestre ou um ano no exterior se consolidam como uma etapa de desenvolvimento acadêmico e pessoal
23/04/2026 14h09
Por: Redação Fonte: Agência Dino

Escolher uma carreira aos 16 ou 17 anos tem se tornado cada vez mais desafiador. Com o surgimento de novas profissões e a expansão das possibilidades no meio digital, é comum que jovens se sintam pressionados a definir seu futuro antes de compreender plenamente seus interesses. Nesse contexto, a EF, empresa internacional de educação que oferece programas de estudos no estrangeiro, aprendizagem de línguas, intercâmbio cultural e programas acadêmicos em todo o mundo, observa um aumento no interesse por experiências internacionais de longa duração entre estudantes brasileiros. Segundo a empresa, cresce a procura por programas no exterior que vão além de cursos de curta duração, incluindo opções como semestres acadêmicos e anos letivos completos.

"Muitos estudantes estão repensando o momento de tomar sua primeira decisão acadêmica. Em vez de se comprometerem imediatamente, alguns consideram a possibilidade de passar um semestre ou um ano no exterior para ganhar mais clareza sobre seus interesses e caminhos futuros", afirma Denis Buzzi, Country Manager da EF no Brasil.

Essa abordagem pode contribuir para decisões mais informadas, já que alguns estudantes relatam retornar mais confiantes em suas escolhas e menos propensos a mudar de direção. Nesse cenário, programas de longa duração podem combinar aprendizado estruturado com exposição internacional, apoiando tanto o desenvolvimento pessoal quanto acadêmico.

Para os estudantes, o principal atrativo dos programas mais longos está frequentemente ligado ao desejo por uma experiência mais imersiva. "Eu sempre quis ter a experiência de morar fora por um tempo, não apenas visitar, mas realmente ter uma rotina, estudar, conhecer novas pessoas e melhorar meu inglês. Então, na minha opinião, um intercâmbio mais longo parecia a melhor opção", relata Kendra Saraiva, do estado do Acre, atualmente estudando na EF (Education First) Oxford.

De acordo com a EF, destinos de língua inglesa estão entre os mais procurados, com Inglaterra, Estados Unidos e Malta entre as opções mais procuradas por estudantes brasileiros em programas de longa duração.

Aprendizado estruturado e resultados consistentes

Além da escolha do destino, outro fator-chave é garantir que o tempo no exterior contribua de forma efetiva para o progresso educacional. Ao permanecerem mais tempo fora, os estudantes têm a oportunidade de se integrar à rotina escolar, participar de projetos e desenvolver a fluência no idioma de maneira mais consistente, indo além de um contato superficial com a língua e a cultura rumo a uma imersão mais profunda e contínua. "Essa exposição prolongada tende a gerar resultados de aprendizado mais duradouros, especialmente quando comparada a modelos baseados apenas em ensino em sala de aula",  ressalta Buzzi.

"Eu senti que esse era o melhor momento para fazer isso [intercâmbio], logo após terminar a escola, porque se deixasse para depois da universidade, talvez não tivesse a mesma disponibilidade que tenho hoje", acrescenta Kendra.

Além do aprendizado acadêmico, o tempo no exterior pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades comportamentais. Em um mercado de trabalho cada vez mais global e competitivo, competências como adaptabilidade, comunicação intercultural e tomada de decisão são frequentemente apontadas como relevantes. Experiências imersivas e de longa duração podem promover não apenas o aprendizado do idioma, mas também uma integração cultural mais sólida e o desenvolvimento da autoconfiança.

Segurança segue como a principal preocupação das famílias

Embora o interesse por experiências internacionais venha sendo observado, a segurança continua sendo uma preocupação central para os pais brasileiros. Nesse contexto, programas mais estruturados e de longa duração tendem a ganhar espaço, especialmente por oferecerem suporte contínuo ao longo de toda a experiência.

Nesses formatos, os estudantes são alocados em acomodações supervisionadas, como casas de família selecionadas ou até mesmo no campus estudantil, e contam com coordenadores locais que acompanham sua adaptação e bem-estar. O objetivo é criar um ambiente em que os adolescentes possam vivenciar a independência, mantendo uma rede de apoio clara e presente.

"Em vez de enfrentar a experiência sozinhos, os estudantes são orientados tanto nos desafios acadêmicos quanto nas situações do dia a dia, o que ajuda a reduzir as incertezas para as famílias e torna estadias mais longas no exterior uma opção mais viável", comenta o Country Manager da EF no Brasil.

O planejamento começa cada vez mais cedo

O planejamento dessas experiências também pode começar com antecedência. Para muitas famílias, o intercâmbio passa a ser considerado parte da trajetória educacional do estudante, e não apenas uma experiência pontual, como analisa Buzzi. "Esse movimento reflete uma mudança mais ampla de percepção. Cada vez mais, estudar no exterior deixa de ser visto como uma experiência isolada e passa a fazer parte de uma jornada acadêmica de longo prazo".

"Antes mesmo de viajar, eu já tinha decidido que queria estudar medicina. Esse foi, inclusive, um dos motivos para escolher fazer esse intercâmbio, já que pretendo fazer minha especialização fora. Por isso, melhorar meu inglês é muito importante para mim", conclui Kendra.

Para o Country Manager da EF, a busca por experiências internacionais mais longas e que combinam aprendizado estruturado, desenvolvimento pessoal e suporte contínuo está em expansão. "À medida que a demanda cresce, programas supervisionados de longa duração se consolidam como uma opção cada vez mais relevante para estudantes que buscam ampliar seus horizontes antes de tomar decisões acadêmicas e profissionais importantes", finaliza.