A Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar e Meio Ambiente (Semasa), está estudando a viabilidade da implantação de biodigestores em propriedades da agricultura familiar do município. A iniciativa busca transformar dejetos da pecuária em energia e biofertilizantes, promovendo economia e sustentabilidade.
O assunto foi discutido na semana passada, durante reunião realizada na sede da Aprosoja Mato Grosso, em Cuiabá, que contou com a participação do prefeito Alei Fernandes, do secretário municipal de Agricultura Familiar e Meio Ambiente, Lucas Oliveira, e de Manoel Padilha, representante da empresa especializada responsável pelo estudo de viabilidade técnica do projeto.
A proposta prevê a utilização dos resíduos gerados pela criação de animais para abastecer biodigestores, equipamentos capazes de produzir biogás e biofertilizantes a partir da decomposição da matéria orgânica.
Entre os principais benefícios dos biodigestores estão a produção de energia renovável, a diminuição dos gastos com energia elétrica e fertilizantes, a redução de odores e impactos ambientais, o controle mais eficiente dos resíduos e a melhoria da produção agrícola por meio do uso do biofertilizante gerado pelo sistema.
Segundo o secretário Lucas Oliveira, a busca por alternativas que reduzam custos de produção e promovam sustentabilidade tem sido uma das prioridades da gestão. “Estamos analisando soluções que possam trazer benefícios para os produtores, especialmente aqueles que dependem exclusivamente da agricultura familiar para o sustento de suas famílias. O biodigestor é uma tecnologia que alia economia, responsabilidade ambiental e melhoria da produção, e por isso estamos avaliando sua viabilidade para Sorriso”, explicou.
Atualmente, cerca de 500 famílias vivem da agricultura familiar em Sorriso. Caso o projeto seja considerado viável e receba aprovação para implantação, a proposta inicial é atender aproximadamente 50 famílias em uma primeira etapa.
Texto: Larissa Gribler
Fotos: Rômalo Bessa
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