Política Executivo Estadual
Adjaime Ramos de Souza assume a Casa Civil de Mato Grosso após saída de Mauro Carvalho
Servidor de carreira da Assembleia Legislativa, novo secretário ocupava a função de adjunto e foi oficializado pelo governador Otaviano Pivetta nesta terça-feira (11).
11/08/2026 21h03
Por: Redação Fonte: Robson Alex - MT Agora
Adjaime de Souza, que é efetivo da Assembleia Legislativa e assume comanda da Casa Civil

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), oficializou na tarde desta terça-feira (11) o nome de Adjaime Ramos de Souza como o novo secretário-chefe da Casa Civil. O anúncio foi realizado no Palácio Paiaguás, logo após a confirmação do pedido de exoneração do ex-titular da pasta, Mauro Carvalho. As informações sobre a transição no comando da secretaria.

Perfil e experiência
Servidor efetivo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e cedido ao Executivo estadual desde 2019, Adjaime de Souza exercia o cargo de secretário-adjunto de Relação com os Municípios. O gestor possui experiência na condução da pasta, tendo respondido interinamente pela chefia da Casa Civil durante um período de 15 dias no mês de abril deste ano.

Durante o ato de nomeação, o novo secretário ressaltou o alinhamento institucional e a relação de longa data com o chefe do Executivo. "Amanhã farei uma visita à Assembleia Legislativa, e o procedimento será normal. O Otaviano é meu irmão, meu amigo, desde o tempo em que Jonas Pinheiro era deputado federal. Nós temos uma história junto", declarou Adjaime.

Contexto e readequações
A mudança no primeiro escalão do Governo do Estado ocorre em meio a uma série de readequações estratégicas no grupo político, motivadas pelos desdobramentos da Operação Heritage, deflagrada na última semana pela Polícia Federal. A ação investiga a regularidade de um acordo administrativo de R$ 308 milhões firmado entre o Estado e a empresa de telefonia Oi.

Além da saída de Mauro Carvalho para se dedicar à sua defesa nas apurações, o cenário também resultou no pedido de exoneração do procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, e no recente recuo do deputado federal Fábio Garcia, que deixou a composição da chapa majoritária governista para focar em sua reeleição à Câmara dos Deputados.

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