Política Eleições 2026
Adesivos políticos em veículos podem cancelar o seguro? Entenda as regras para evitar prejuízos durante a campanha
Uso de carros de passeio para apoio ostensivo a candidatos exige adequação na apólice. Entidades alertam ainda que danos por vandalismo costumam não ter cobertura.
18/08/2026 14h34
Por: Redação Fonte: Robson Alex - MT Agora

Com o início oficial do período de campanhas eleitorais, é comum que eleitores utilizem seus veículos particulares para manifestar apoio a candidatos por meio de adesivos e propagandas. No entanto, a prática levanta dúvidas sobre as regras das apólices de seguro automotivo e o risco de perda de cobertura em caso de sinistros.

De acordo com esclarecimentos da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a manutenção do seguro depende diretamente da forma como o veículo é utilizado pelo proprietário.

Uso particular x Uso em campanha
Para os motoristas que colam adesivos de pequeno porte (como os tradicionais "perfurados" no vidro traseiro) e continuam utilizando o carro para fins estritamente particulares — como ir ao trabalho ou passear com a família —, não há alteração no contrato. A cobertura do seguro permanece intacta.

A situação muda quando o veículo passa a ser utilizado ativamente para apoio a campanhas, com propaganda ostensiva, circulação em carreatas ou prestação de serviços eleitorais. Nesses casos, o proprietário deve comunicar imediatamente a sua corretora para alterar a categoria de uso de "particular" para "comercial/publicitário".

Segundo a FenSeg, a justificativa técnica é simples: um carro envolvido em campanhas eleitorais está muito mais exposto a riscos de acidentes, furtos e situações de conflito, o que exige o reajuste do contrato de risco.

Atenção ao risco de vandalismo
Outro ponto de alerta aos motoristas diz respeito a danos intencionais causados ao veículo. Ter uma mensagem política estampada na lataria não garante que atos de depredação serão cobertos pela seguradora.

Conforme a CNseg, a maioria das apólices padrão exclui coberturas para casos de vandalismo, pichações, tumultos e manifestações, independentemente do teor da propaganda fixada no veículo. Além disso, as companhias mantêm investigações rigorosas caso haja suspeita de fraude em sinistros envolvendo carros adesivados. A recomendação aos eleitores é revisar as cláusulas do próprio contrato de seguro antes de expor o veículo publicamente.