Policia Tomada de Contas
Ostentação e cifras milionárias: PF apreende R$ 4,3 milhões, 167 relógios e frota de 31 veículos com alvos do TCE-MT
Balanço da ação revela ainda a apreensão de arsenal com milhares de munições, moedas estrangeiras e mais de cem garrafas de bebidas alcoólicas dentro de gabinete.
30/10/2026 10h36 Atualizada há 2 horas
Por: Redação Fonte: MT Agora
Bebidas, dinheiro e relógios foram apreendidos na Operação Tomada de Contas

O desdobramento da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (29), revelou o volume financeiro e o patrimônio em posse dos investigados ligados ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O balanço oficial divulgado pela corporação contabilizou a apreensão impressionante de R$ 4,3 milhões em espécie, 167 relógios e 31 veículos.

As buscas, que culminaram na prisão de seis pessoas, incluindo o presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, também descapitalizaram reservas em moedas estrangeiras mantidas pelos alvos. Os agentes federais recolheram US$ 106.865, € 19.870, 2 mil libras esterlinas e 3.650 pesos argentinos. O poderio encontrado não se limitava ao dinheiro. O relatório aponta o confisco de um verdadeiro arsenal, composto por 16 armas de fogo e 6.512 munições, além de 27 aparelhos celulares que passarão por perícia.

Um dos detalhes que mais chamou a atenção das autoridades ocorreu diretamente na sede do próprio TCE-MT. No gabinete do consultor jurídico-geral do tribunal, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, as equipes da PF apreenderam 112 garrafas de vinho e uísque. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais também efetuaram uma prisão em flagrante relacionada a armas de fogo e registraram um termo circunstanciado por ocorrência envolvendo drogas, embora a identidade destes alvos específicos não tenha sido detalhada.

A megaoperação foi autorizada pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e mobilizou mais de 180 policiais. O objetivo é desarticular um suposto esquema de favorecimento na liberação de recursos públicos, uso da suspensão de contratos para chantagear fornecedores e movimentações financeiras atípicas, marcadas por saques recorrentes de dinheiro vivo. Com a farta apreensão de equipamentos eletrônicos e bens milionários, as investigações ganham um novo fôlego para rastrear o caminho do dinheiro.