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Safra 2025 gera impacto positivo na indústria química

Diretor-presidente da Katrium afirma que um maior uso de defensivos agrícolas e fertilizantes especiais na produção de cereais, leguminosas e oleag...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
19/02/2025 às 13h40
Safra 2025 gera impacto positivo na indústria química
Pixabay

Dados recém-divulgados pela Agência de Notícias IBGE mostram que a safra 2025 de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar um recorde de 325,3 milhões de toneladas. Esse resultado representa um aumento de 32,6 milhões de toneladas. Até o momento, o ano que se inicia terá condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de soja e milho, sendo que algodão e soja devem bater recordes este ano.

Além da chuva, o desempenho também está relacionado ao uso de defensivos agrícolas e fertilizantes especiais, com consequente aumento de demanda da potassa cáustica – o que favorece a indústria química. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), os defensivos agrícolas estão entre as principais tecnologias usadas nas lavouras e protegem os cultivos do ataque e da proliferação de fungos, bactérias, ácaros, vírus, plantas daninhas, nematoides e insetos considerados pragas ou causadoras de doenças, garantindo alimento saudável à mesa da população.

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Anderson Lopes, diretor-presidente da Katrium Indústrias Químicas – uma das principais produtoras de potassa cáustica na América do Sul – vê com otimismo essa perspectiva favorável da Safra 2025, já que o desempenho do agrobusiness acaba impactando também a indústria química. “A comercialização da potassa cáustica, produto fundamental na industrialização de defensivos agrícolas, por exemplo, também responde às flutuações de demanda. Neste caso, de aumento de demanda”.

A potassa cáustica (hidróxido de potássio), segundo o executivo, é um álcali parecido com a soda cáustica, embora seja utilizado em aplicações mais nobres, quando a presença de sódio é indesejada. “A matéria-prima da Katrium é o cloreto de potássio, que precisa ser importado. A eletrólise do sal gera a potassa, mas também cloro, hidrogênio, ácido clorídrico e hipoclorito de sódio. O maior consumidor da potassa é o setor agropecuário, que a emprega na produção de defensivos agrícolas e fertilizantes foliares. Sendo assim, quando a safra de grãos é destaque, também nós comemoramos”.

O Sindiveg ressalta que o combate a pragas é um dos maiores desafios da agricultura no Brasil, por ser um país tropical (quente e úmido) e um dos únicos a ter mais de uma safra anual. Além de controlar plantas invasoras, os defensivos agrícolas protegem os cultivos e contribuem para o aumento da produtividade com eficiência e segurança dentro de todos os padrões avaliados.

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