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Manejo de pragas sugadoras exige atenção na transição da soja para milho e algodão

Entomologista da Fundação Rio Verde alerta para monitoramento contínuo e manejo preventivo para proteger produtividade e qualidade das lavouras

Redação
Por: Redação Fonte: Verbo Press
10/02/2026 às 10h38
Manejo de pragas sugadoras exige atenção na transição da soja para milho e algodão

O período de transição entre a colheita da soja e o início do ciclo do milho e do algodão exige atenção redobrada dos produtores rurais em relação ao manejo de pragas, especialmente dos chamados insetos sugadores. A entomologista da Fundação Rio Verde, Jéssica Gorri, destaca que este é um momento estratégico para reduzir populações e evitar prejuízos nas culturas subsequentes.

Segundo a especialista, esses insetos apresentam alta capacidade de adaptação e migração rápida entre culturas. Entre eles, a mosca-branca (Bemisia tabaci) merece atenção especial neste final de ciclo da soja, período em que ainda pode manter elevada pressão populacional nas áreas de produção.

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Além do ataque direto, a mosca-branca favorece o desenvolvimento da fumagina, consequência da excreção açucarada do inseto, que pode comprometer processos fisiológicos das plantas e impactar a produtividade. Por isso, o controle ainda nas áreas de soja em fase final reprodutiva é essencial para evitar que a praga avance com alta população para o algodão.

Mosca-branca pode comprometer qualidade da fibra do algodão
No algodão, o monitoramento deve começar já no início do desenvolvimento vegetativo. A recomendação é avaliar constantemente a necessidade de intervenção, evitando que a cultura chegue às fases finais com alta infestação.

A presença elevada da mosca-branca pode afetar diretamente a qualidade da fibra do algodão, uma vez que a fumagina pode gerar escurecimento e alteração da pluma, reduzindo o valor comercial do produto.

Percevejos exigem atenção na implantação do milho
Outro ponto de atenção destacado por Jéssica são os percevejos, principalmente o barriga-verde e o percevejo-marrom, comuns na soja e com potencial de migração para o milho.

O percevejo barriga-verde é especialmente prejudicial no início do desenvolvimento do milho, fase em que as plantas são mais sensíveis. O inseto pode causar danos severos ao se alimentar das plantas jovens, podendo inclusive provocar morte de plantas e falhas no estande.

A especialista reforça que o monitoramento deve começar ainda na dessecação, etapa em que o percevejo já pode migrar da soja para o milho. Manter populações reduzidas na soja contribui diretamente para diminuir riscos na cultura seguinte.

Cigarrinha do milho exige manejo preventivo desde a emergência
A cigarrinha-do-milho também entra no radar do produtor logo na emergência da cultura até aproximadamente o estádio V10, período considerado altamente suscetível.

Por ser vetor de enfezamentos é raiado fino, o manejo deve ser preventivo, no início da emergência do milho, como é realizado para o percevejo barriga verde e aliado à escolha de híbridos com menor sensibilidade.

Lagarta-do-cartucho segue como praga de sistema
Entre as lagartas, a Spodoptera frugiperda, conhecida como lagarta-do-cartucho, segue como praga presente em todo o sistema produtivo, ocorrendo na soja, milho e algodão.

O monitoramento constante é fundamental, utilizando ferramentas como pano de batida para quantificação populacional, avaliação de posturas e armadilhas para monitoramento de adultos. A Fundação Rio Verde reforça que, mesmo com o uso de biotecnologias, pode haver escapes, tornando indispensável o acompanhamento de campo, principalmente nos primeiros estágios larvais.

Monitoramento é a base do manejo eficiente
De acordo com a entomologista, a integração de estratégias, aliada ao monitoramento frequente e tomada de decisão no momento correto, permite ao produtor se antecipar às pragas e reduzir perdas produtivas e qualitativas.

A Fundação Rio Verde reforça que segue à disposição dos produtores com orientações técnicas e acompanhamento para garantir maior eficiência no manejo de pragas e sustentabilidade dos sistemas produtivos da região.

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