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Uso da creatina cresce e derruba mitos sobre riscos à saúde

Thais Figueredo, farmacêutica e responsável técnica da Quantum Nutrition, explica os benefícios, a segurança e a importância do uso consciente do s...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
27/02/2026 às 11h03
Uso da creatina cresce e derruba mitos sobre riscos à saúde
Imagem do Freepik

A creatina é um dos suplementos mais estudados e utilizados no mundo, especialmente entre praticantes de atividade física. Popularizada pelo seu papel na melhora da força e do desempenho, ela ainda é cercada por mitos que geram dúvidas sobre a segurança e a eficácia do suplemento.

Segundo levantamento da Business Research Insights, o mercado global de creatina deve atingir US$ 620 milhões até 2033, impulsionado pela popularidade dos produtos de nutrição esportiva e pela maior preocupação com a saúde, especialmente entre os millennials.

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De acordo com a farmacêutica Thais Figueredo, responsável técnica da Quantum Nutrition, empresa especializada no desenvolvimento de suplementos alimentares, a creatina não é indicada apenas para atletas de alto rendimento. "Estudos científicos mostram que ela também pode beneficiar pessoas que praticam atividade física regularmente, mesmo em nível recreacional", afirma.

"Sua principal função é ajudar o organismo a produzir energia de forma mais eficiente durante o exercício, o que pode resultar em mais força, melhor desempenho, menor fadiga e melhor recuperação muscular", acrescenta.

Entre os mitos mais comuns, a especialista ressalta a ideia de que a creatina possa fazer mal aos rins. "Em pessoas saudáveis, ela é considerada segura quando utilizada nas doses recomendadas, geralmente de 3 a 5 gramas ao dia. O que pode ocorrer é um aumento da creatinina sérica, marcador usado em exames laboratoriais, sem que isso signifique necessariamente dano renal."

Figueredo afirma ainda que, em pacientes com doença renal pré-existente, o uso deve ser avaliado e acompanhado por um profissional de saúde. "Outro mito recorrente é o de que a creatina causa inchaço ou ganho de gordura. Na realidade, o suplemento pode aumentar a hidratação dentro do músculo, um efeito fisiológico positivo que não está relacionado ao acúmulo de gordura".

Estudos recentes reforçam a segurança do suplemento. Uma revisão publicada no Journal of the International Society of Sports Nutrition, em 2024, analisou dezenas de pesquisas e concluiu que a creatina é segura para pessoas saudáveis, sem associação com câncer, hipertensão ou problemas renais.

Neste contexto, a especialista da Quantum reforça que o acompanhamento profissional é essencial antes de iniciar qualquer tipo de suplementação. "Essa orientação ajuda a definir a dose adequada, evitar uso desnecessário e garantir que a suplementação esteja alinhada com a alimentação e o estilo de vida da pessoa", destaca.

A farmacêutica também chama atenção para a importância de verificar a procedência dos produtos. Uma forma segura é consultar diretamente o site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), na área de “Alimentos”, usando o CNPJ do fabricante que deve constar no rótulo. Isso permite confirmar se a creatina está regularmente notificada junto à agência, atendendo às exigências legais e garantindo segurança ao consumidor.

Embora os efeitos da suplementação não dependam apenas de exercícios físicos, Figueredo ressalta que os resultados podem ser melhores quando acompanhados de hábitos saudáveis. "A creatina funciona melhor quando associada a uma alimentação equilibrada, hidratação adequada e rotina de treinos regulares. Ela potencializa o treino, mas não substitui bons hábitos", explica.

Além dos benefícios esportivos, há evidências de que a creatina pode contribuir para a saúde ao longo do envelhecimento. A responsável técnica da Quantum Nutrition observa que estudos recentes indicam que o suplemento ajuda na manutenção da massa e da força muscular, prevenindo a sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de músculo associada à idade.

"Em idosos, a suplementação tem sido associada à melhora da força, resistência e redução da fadiga, favorecendo a autonomia e o equilíbrio. Há também indícios de que a creatina participe do metabolismo energético cerebral, podendo apoiar a função cognitiva em situações de maior demanda mental, embora essa área ainda esteja em investigação", conclui a especialista.

Para saber mais, basta acessar: https://quantumnutrition.com.br/

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