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Ação rápida do GAP evita execução e liberta jovem torturado em cativeiro no bairro Fuji

Vítima foi mantida amarrada e sob a mira de facas por mais de uma hora; criminosos realizavam videochamada com líderes de fação no Rio de Janeiro quando a polícia invadiu o local

Redação
Por: Redação Fonte: MT Agora
03/03/2026 às 14h32
Ação rápida do GAP evita execução e liberta jovem torturado em cativeiro no bairro Fuji

Uma denúncia anónima e a intervenção cirúrgica do Grupo de Apoio (GAP) do 13º Batalhão da Polícia Militar evitaram um homicídio brutal no início da noite de ontem (segunda-feira, 2 de março) em Lucas do Rio Verde. Um homem foi resgatado ileso após ser sequestrado, amarrado e torturado por seis suspeitos nas traseiras de uma residência conhecida como ponto de tráfico de droga, localizada na Rua Celestino Lourenzi, no bairro Fuji.

O caso, registado oficialmente como tortura, expõe a dinâmica dos chamados "tribunais do crime", onde execuções são encomendadas e transmitidas ao vivo para lideranças criminosas noutros estados.

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A emboscada e a tortura
De acordo com o histórico da ocorrência, a vítima relatou aos polícias que foi chamada pelos seis homens para ir até à residência. Assim que chegou ao local, foi imediatamente rendida, amarrada com fios pelas mãos e pés, e amordaçada num quarto das traseiras.

Todos os agressores estavam armados com facas. Durante mais de uma hora, a vítima sofreu intensa tortura psicológica e física, sendo mantida sob a mira de uma faca no pescoço. O motivo do sequestro, segundo os próprios agressores, seria a suspeita de que o homem estaria a "cabritar" (gíria criminal para desviar ou furtar) droga da organização, infração cuja punição decretada pelo grupo era a morte.

Conexão interestadual
Um dos detalhes mais graves da ocorrência revela o nível de organização do grupo. Sob ameaças, os criminosos obrigaram a vítima a desbloquear o seu telemóvel e iniciaram uma videochamada. Do outro lado da linha, a acompanhar a tortura, estavam dois homens identificados pelas alcunhas de "Montanha" e "Missa", que, segundo os relatos, residem no Rio de Janeiro e monitorizavam a situação à distância.

A invasão e o resgate
A execução só não foi consumada porque a central da PM recebeu a denúncia anónima a tempo. Quando a guarnição do GAP efetuou a entrada tática na residência, os suspeitos aperceberam-se da movimentação, abandonaram a vítima e fugiram saltando os muros das traseiras.

Os agentes realizaram o acompanhamento e o cerco na região, mas os criminosos conseguiram escapar, levando consigo o telemóvel da vítima. O homem foi encontrado amarrado no compartimento e, após ser libertado pelos polícias, foi escoltado em segurança até à sua própria residência. Foi entregue aos pais sem lesões corporais graves aparentes.

O caso foi reencaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Lucas do Rio Verde, que agora assume a investigação para identificar e capturar os seis envolvidos que estavam na casa, bem como mapear a conexão do grupo com os criminosos do Rio de Janeiro.

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