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Internacionalização leva empresas brasileiras aos EUA

EUA intensificam atração de empresas brasileiras e ampliam oportunidades de internacionalização.

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
23/03/2026 às 09h28
Internacionalização leva empresas brasileiras aos EUA
Divulgação WBB

O governo dos Estados Unidos quer atrair mais empresas brasileiras para atuar no país. Embora as tarifas adotadas durante a gestão de Donald Trump tenham gerado ruídos nas relações comerciais, iniciativas federais e estaduais continuam sendo reforçadas para estimular a entrada de capital estrangeiro e ampliar a presença de companhias internacionais no mercado americano.

Um dos principais exemplos é o SelectUSA Investment Summit, programa federal de atração de investimentos que realizará, entre 3 e 6 de maio, em National Harbor, Maryland, um encontro voltado a empresas interessadas em operar nos Estados Unidos. O evento reúne investidores estrangeiros e representantes de agências de desenvolvimento econômico de diversos estados americanos, incluindo destinos que concentram parte relevante das empresas brasileiras instaladas no país, como Flórida, Texas, Geórgia e Carolina do Norte.

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Segundo Kevin Murakami, cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, o objetivo da iniciativa é ampliar a presença de empresas internacionais no país. "Agora, mais do que nunca, é o momento perfeito para que empresas brasileiras façam mais investimentos nos Estados Unidos. As portas do país estão abertas e estamos preparados para apoiar", declarou o diplomata.

Embora as tarifas de importação possam elevar o custo de alguns insumos estrangeiros, empresas que produzem localmente ficam livres dessas taxas sobre o produto final — um incentivo para que companhias internacionais instalem operações nos Estados Unidos.

Internacionalização exige estratégia

Nesse cenário de expansão internacional, cresce também a demanda por especialistas capazes de orientar empresas brasileiras na entrada em novos mercados.

A empresária Nathali Oliveira, fundadora da World Bridge Brands, empresa sediada nos Estados Unidos dedicada à internacionalização de marcas e produtos, afirma que o interesse de empresários brasileiros em expandir operações para o exterior tem aumentado significativamente.

"O processo exige planejamento, já que cada mercado tem regras próprias, comportamento de consumo diferente e exigências legais específicas", explica.

Com trajetória no setor de franquias, Nathali atua na expansão de marcas brasileiras em mercados como Estados Unidos e México, onde integra o conselho da Câmara de Comércio México-Brasil (CAMEBRA).

Entre os projetos de destaque em sua carreira está a implementação do modelo de franquias da Natura no México, que envolveu a adaptação do sistema da empresa às regras locais e a estruturação da expansão da rede no país.

A executiva também participa de iniciativas ligadas à expansão internacional de redes brasileiras como a Chilli Beans, uma das maiores franquias de óculos da América Latina. Nathali mantém contrato exclusivo para o desenvolvimento de áreas da marca nos Estados Unidos.

Um dos casos mais recentes envolve uma tradicional rede brasileira de churros gourmet, com mais de duas décadas de operação no Brasil, que agora prepara sua entrada no mercado americano. "Quando uma marca tem um produto consolidado e um conceito forte, a internacionalização passa a ser um caminho natural de crescimento", afirma.

Além das franquias, Nathali também acompanha projetos de introdução de produtos brasileiros no mercado americano, especialmente no setor alimentício. O trabalho envolve desde a adaptação regulatória até a negociação para que os itens cheguem às prateleiras de supermercados nos Estados Unidos.

Atualmente, a World Bridge Brands atua na internacionalização de produtos como polvilho, palmito e outros derivados da mandioca. Entre os projetos em andamento está a introdução da linha da marca Polvilho Três Coqueiros, que reúne mais de dez produtos à base de mandioca e sem glúten, além de um acordo com o grupo Fratelli para levar aos Estados Unidos uma linha de palmitos e picles brasileiros.

Além das oportunidades comerciais, a internacionalização também pode abrir caminho para processos migratórios. Nos Estados Unidos, empresários que investem ou transferem operações podem se qualificar para categorias de visto voltadas a investidores e executivos estrangeiros — uma possibilidade que tem atraído brasileiros interessados em ampliar negócios e estabelecer residência no país.

"Em muitos casos, a expansão da empresa faz parte de um projeto de vida do empreendedor e de sua família", detalha Nathali.

Para a especialista, a tendência é que o movimento de internacionalização de empresas brasileiras continue nos próximos anos, impulsionado pelo tamanho do mercado americano e pelas oportunidades de expansão global.

Investimentos brasileiros crescem na última década

Os números mostram que o interesse das empresas brasileiras pelo mercado americano vem se consolidando ao longo dos anos.

De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado pela Agência Brasil, o estoque de investimentos brasileiros nos Estados Unidos alcançou US$ 22,1 bilhões em 2024, crescimento de 52,3% em relação a 2014.

Segundo o estudo da entidade, ao menos 70 empresas brasileiras mantêm investimentos produtivos em 23 dos 50 estados americanos, sendo responsáveis por cerca de 105 mil empregos no país.

Entre 2020 e 2024, companhias brasileiras anunciaram mais de US$ 3,3 bilhões em novos projetos nos Estados Unidos. A presença empresarial brasileira se concentra principalmente em estados como Flórida, Geórgia, Michigan, Minnesota, Missouri, Nova York, Tennessee e Texas, que oferecem incentivos fiscais e programas específicos para atração de investimento estrangeiro, segundo o levantamento da entidade.

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