
O xadrez político para as eleições estaduais de 2026 avança com movimentos de muito diálogo e leitura de cenários. O Podemos, sob a liderança do deputado estadual Max Russi, mantém uma rodada constante de conversas com o Palácio Paiaguás. O objetivo central é alinhar a participação da sigla na provável candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), buscando garantir um espaço de protagonismo na composição da chapa majoritária.
Essa movimentação demonstra a maturidade do Podemos na construção de alianças sólidas. O presidente da sigla já sinalizou que a legenda possui quadros qualificados para assumir missões majoritárias. Para as vagas em disputa, Russi citou nomes de peso do partido, como a deputada federal Gisela Simona, a senadora Margareth Buzetti e o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio. Contudo, quando o foco se volta para a representatividade do motor econômico do estado, um quarto nome surge com grande apelo prático nos bastidores: o vice-prefeito de Lucas do Rio Verde, Joci Piccini.
A força política de Piccini desponta como um trunfo eleitoral estratégico para o grupo governista, sendo considerado uma excelente opção para compor a chapa como suplente ao Senado Federal. A sua indicação é canalizada e justificada diretamente pela referência que o município de Lucas do Rio Verde exerce hoje em todo o Brasil.
A cidade é um polo incontestável de desenvolvimento, inovação e produtividade. O Senado, por sua vez, exige perfis que agreguem confiança, experiência administrativa e que consigam representar o setor produtivo mato-grossense com propriedade em Brasília.
A aceitação ao nome de Joci Piccini ocorre de forma muito natural nas rodadas de conversa justamente por esse alinhamento. Ele representa a união perfeita entre o trânsito político e a capacidade técnica. A sua trajetória carrega a chancela de uma gestão municipal que é modelo de eficiência, além de possuir um canal de diálogo aberto e permanente com o agronegócio.
Trazer um líder com esse perfil para a chapa significa garantir que as complexas demandas de infraestrutura, escoamento de safra e logística da região médio-norte terão uma voz ativa e qualificada no Congresso Nacional.
Uma composição equilibrada
As articulações em andamento sinalizam a busca por um grupo político equilibrado e amplamente representativo, capaz de somar forças nas urnas. Os próximos passos do calendário pré-eleitoral envolverão ainda muito diálogo e costuras nos bastidores.
O que já está plenamente consolidado é o reposicionamento estratégico de Lucas do Rio Verde. Com diplomacia e força econômica regional, a cidade demonstra estar preparada para exportar os seus melhores quadros para contribuir na condução política do futuro de Mato Grosso e do Brasil.