
De forma semelhante ao que já é feito em plataformas de e-commerce, os marketplaces financeiros conectam e concentram a oferta de produtos de diversos bancos e fintechs, permitindo que clientes comparem taxas e contratem ofertas em um só lugar. Entre os serviços que podem ser contratados, estão crédito, seguros, consórcios e investimentos.
Geraldo Majela, CEO do marketplace financeiro BKOpen, explica que esses negócios passaram a ser vistos por investidores como um novo modelo dominante de distribuição de produtos financeiros.
"A regulação do Open Finance no Brasil aproxima o mercado financeiro do que se pode chamar de ‘comoditização’. Isso significa que os produtos das diversas empresas das instituições financeiras tornam-se mais acessíveis. Os preços podem ser comparados mais facilmente, ampliando a competição entre tais instituições", complementa Majela.
O termo Open Finance ao qual ele se refere é um sistema do Banco Central que permite compartilhar dados financeiros (extratos, histórico de crédito, investimentos) entre instituições autorizadas. O objetivo desse compartilhamento é facilitar a oferta de produtos personalizados, com taxas menores e facilitando o controle total da vida financeira pelo cidadão.
Majela afirma que o crescimento dos marketplaces financeiros ocorre em um cenário de expansão das fintechs. No Brasil, o número de empresas desse tipo aumentou 77% entre 2020 e 2025, indo de 1.158 negócios para 2.048. O dado é da A&S Partners e foi divulgado pela revista Veja.
"Nesse cenário, os marketplaces financeiros podem se destacar aos olhos dos investidores pela capacidade de crescer sem precisar aumentar a estrutura proporcionalmente. É um modelo de negócio com receita atrativa em taxas de originação, comissão e intermediação, tendo margens típicas de 2% a 6% por transação", pontua Majela.
Segundo o CEO da BKOpen, marketplaces podem capturar pequena fatia do mercado e ainda gerar bilhões em volume, sendo uma estrutura compatível com venture capital (tipo de investimento em startups e empresas emergentes de alto potencial).
O executivo destaca um outro ponto que ele considera como uma funcionalidade importante dos marketplaces. Enquanto os bancos digitais dependem de capital regulatório, balanço próprio e margens pressionadas ao longo do tempo, os marketplaces financeiros não carregam risco de crédito, monetizam a distribuição e podem crescer mais rapidamente, diz Majela.
"Os impactos já estão ocorrendo para as instituições financeiras, bancos e fintechs, levando-as a procurarem empresas especializadas na distribuição de seus produtos", frisa o CEO da BKOpen.
Para os consumidores, os principais impactos já sentidos são a possibilidade de fazer operações com menor custo, redução da burocracia em operações de crédito e mais rapidez no atendimento das demandas, especialmente pelo uso de inteligência artificial (IA).
"Diante da transformação do setor, a BKOpen está se estruturando para dispor de uma máquina de marketing e vendas que, de um lado, prospecta clientes em redes sociais, Google Ads, Meta e empresas parceiras produtoras de bens cuja venda depende de crédito, além de influenciadores e de uma grande equipe de pessoas jurídicas que prospectam clientes junto ao público em geral", exemplifica ele, acrescentando que também estão sendo feitas parcerias com instituições de crédito, corretoras de seguro e empresas de consórcio.
A prioridade da empresa é oferecer uma plataforma tecnológica suficientemente robusta para suportar grande quantidade de operações simultâneas, tudo para garantir uma forte participação no mercado e eficiência adequada.
Para saber mais, basta acessar: https://bkopen.com/