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Pivetta rebate críticas de Lula sobre o VLT e afirma que o presidente tem “pouco conhecimento” em transporte

O governador de Mato Grosso defendeu a troca para o BRT, criticou o planejamento da obra original e destacou a venda dos vagões para a Bahia como a solução para entregar eficiência à população

Redação
Por: Redação Fonte: MT Agora
17/04/2026 às 14h34 Atualizada em 17/04/2026 às 15h33
Pivetta rebate críticas de Lula sobre o VLT e afirma que o presidente tem “pouco conhecimento” em transporte
O governador Otaviano Pivetta, que defendeu a troca de modal

O embate sobre o transporte metropolitano da Baixada Cuiabana ganhou contornos nacionais nesta sexta-feira (17). O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), não poupou palavras ao rebater as críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito da substituição do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo sistema de Bus Rapid Transit (BRT).

A polêmica veio à tona após Lula declarar durante a semana que a gestão estadual errou ao "encaixotar os trens" e paralisar o sistema. O presidente chegou a comparar a situação de Mato Grosso com a do estado da Bahia, onde o modal sobre trilhos está sendo implementado utilizando justamente os vagões comprados de Cuiabá. A resposta do Palácio Paiaguás foi imediata e de tom técnico, defendendo a viabilidade da decisão tomada ainda em 2020.

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"Com todo o respeito ao presidente da República, acredito que ele tem pouco conhecimento em transporte coletivo e, muito menos, em avaliação de modais e custos de transporte. Ele é um grande político nacional e sabemos que sabe argumentar e expor bem o que pretende fazer", disparou o governador.

A herança do VLT e a lógica invertida
Pivetta aproveitou o episódio para relembrar o histórico de problemas que envolveram o projeto do VLT, classificado por ele como completamente inviável. Segundo o gestor, o canteiro de obras herdado pela atual equipe do Executivo estadual representava um erro grave de planejamento estrutural desde a sua concepção inicial.

O governador explicou que a lógica básica de engenharia e gestão pública foi totalmente invertida. O caminho natural seria preparar toda a infraestrutura dos corredores antes de proceder com a aquisição da frota. No entanto, os vagões foram comprados de forma precipitada e antecipada.

"Curiosamente os trens foram os primeiros equipamentos a serem comprados e depositados para depois começar a infraestrutura. O resultado disso nós vimos no que deu", pontuou Pivetta, destacando a ineficiência que manteve as composições paradas e se deteriorando nos pátios durante anos.

Solução financeira e o futuro com o BRT
Para resolver o impasse financeiro e mitigar o prejuízo bilionário aos cofres públicos, o Governo de Mato Grosso concluiu no ano passado a venda dos 40 vagões para o Governo da Bahia. O montante de R$ 793,7 milhões arrecadado na negociação foi o caminho prático encontrado para dar fôlego ao novo modal metropolitano.

Pivetta reiterou que o objetivo central da gestão é utilizar exatamente esse recurso para concluir a implantação do BRT de forma célere. O compromisso estabelecido é entregar à população de Cuiabá e Várzea Grande um transporte coletivo que seja moderno, eficiente e seguro, virando de forma definitiva a página de uma das obras mais controversas da história recente de Mato Grosso.

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