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Placenta baixa na gestação pode exigir monitoramento

Embora frequente no pré-natal, a condição pode estar associada a complicações raras que exigem diagnóstico precoce

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
20/04/2026 às 09h02
Placenta baixa na gestação pode exigir monitoramento
Pexels

Levantamento aponta que a placenta baixa é um achado frequente nos exames realizados no início da gestação e, na maioria dos casos, não representa risco para a gravidez. De acordo com a literatura, a condição ocorre quando a placenta se posiciona próxima ao colo do útero durante os primeiros meses, fase em que o crescimento uterino ainda está em andamento.

Com a evolução da gestação, a tendência é que a placenta se desloque naturalmente para regiões mais altas do útero. Quando esse movimento não acontece e a estrutura permanece próxima ou sobre o colo uterino, o quadro pode evoluir para placenta prévia, situação que exige acompanhamento médico mais rigoroso.

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Segundo o pesquisador, professor e cirurgião materno-fetal brasileiro Rodrigo Ruano, da University of Miami, a identificação correta da posição placentária é determinante para a condução da gestação. "Nem toda placenta baixa representa perigo, mas é fundamental monitorar. Em algumas situações, pode haver risco de sangramento e necessidade de adaptação na condução do parto".

O especialista ainda afirma que, em alguns casos, a alteração pode estar associada à vasa prévia, condição em que vasos sanguíneos fetais atravessam a região do colo do útero sem a proteção natural da placenta ou do cordão umbilical. A ruptura espontânea da bolsa pode provocar sangramento fetal agudo, considerado uma complicação obstétrica grave.

"O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Hoje, com exames adequados e acompanhamento especializado, conseguimos identificar essas situações com antecedência e definir a melhor estratégia para proteger o bebê".

A avaliação costuma ser feita por meio da ultrassonografia obstétrica com Doppler, utilizada para mapear a circulação sanguínea e a posição da placenta, além da ultrassonografia transvaginal, indicada para análise detalhada do colo uterino.

"Esses exames fazem parte da rotina do pré-natal e estão disponíveis tanto na rede privada quanto pelo SUS, especialmente quando há suspeita clínica ou fatores de risco identificados pelo médico".

De acordo com o especialista, o acompanhamento regular durante o pré-natal permite identificar alterações precocemente e definir a conduta mais adequada para cada gestação. "Com os avanços da medicina fetal, já existem abordagens inovadoras, como a cirurgia fetal minimamente invasiva, que surge como alternativa em casos selecionados".

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