
O Hospital Regional Jorge de Abreu, em Sinop, iniciou oficialmente um novo capítulo na sua história. O Governo de Mato Grosso assinou o termo de transferência que repassa a gestão da unidade para o Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires. A mudança administrativa representa uma aposta pesada na descentralização, entregando o controle de um dos principais hospitais do estado diretamente para o grupo formado pelos prefeitos da região.
A assinatura do convênio afasta os rumores recentes sobre uma possível redução de serviços ou terceirização privada. O compromisso firmado pelo consórcio não apenas garante a manutenção de todas as especialidades médicas atuais, mas projeta um salto estrutural iminente. O plano de trabalho aprovado prevê a ampliação da capacidade do hospital, saltando dos atuais 98 para 158 leitos, o que representa um acréscimo fundamental de 60 novas vagas para internação.
O prefeito de Lucas do Rio Verde e atual presidente do Consórcio Teles Pires, Miguel Vaz, encabeça esse novo desafio administrativo. A tese central dessa modelagem é que a gestão executada pelos próprios municípios consegue identificar os gargalos com mais rapidez e resolver os problemas sem a lentidão da máquina estadual. "O hospital tem uma boa estrutura e pode oferecer mais do que vem oferecendo. A gente entende que pode ser mais eficiente, que pode entregar mais e melhor a todos os municípios da nossa região", cravou o prefeito durante o ato.
A regulação das vagas, o fluxo de pacientes e o aporte financeiro para custear o funcionamento da unidade continuarão sob a supervisão rigorosa da Secretaria de Estado de Saúde. O arranjo logístico e financeiro foi detalhado pela secretária-executiva do consórcio, Solimara Moura, que garantiu a estabilidade do projeto. "O Estado continuará fazendo o aporte financeiro necessário para o funcionamento do hospital e o consórcio assume com o compromisso de fazer mais, com menos", explicou.
O Hospital Regional de Sinop funciona como a principal referência para urgências, emergências e procedimentos de média e alta complexidade de uma macrorregião composta por dezenas de municípios. Com a canetada oficial e o plano de expansão na mesa, a expectativa da região norte mato-grossense é que a proximidade da gestão resulte em filas menores, mais transparência e um atendimento ágil e digno para as milhares de famílias que dependem do Sistema Único de Saúde.