
Com a aproximação da safra da soja 2026/2027 e o período de vazio sanitário em andamento em Mato Grosso, o planejamento do manejo de plantas daninhas é uma etapa decisiva para garantir os bons resultados da lavoura.
Contribuindo para a tomada de decisão dos produtores, a Fundação Rio Verde apresentou resultados de pesquisas que avaliaram o intervalo de segurança e eficiência de controle de herbicidas utilizados na dessecação pré-semeadura e a eficiência de herbicidas pré-emergentes.
Os estudos realizados foram realizados na safra 2025/2026 e conduzidos pelo pesquisador Rodrigo Pengo. Um dos estudos avaliou diferentes herbicidas aplicados em diferentes momentos antes da semeadura da soja, e analisaram os impactos sobre a cultura e a eficiência no controle das principais plantas daninhas.
"Avaliamos alguns herbicidas utilizados na dessecação pré-plantio da soja para entender como funciona o intervalo de segurança, quais efeitos eles podem causar de fitotoxicidade na cultura e qual a eficiência no controle das plantas daninhas. Esses resultados trazem informações importantes para o produtor definir quando aplicar, qual dose utilizar e quais espécies de plantas daninhas cada herbicida controla", explica Pengo.
O pesquisador destaca que o monitoramento constante da lavoura é essencial para o sucesso do manejo, especialmente durante o vazio sanitário, período em que as condições climáticas podem dificultar o controle das plantas invasoras.
"O produtor precisa ficar atento ao estádio de desenvolvimento das plantas daninhas. Para a próxima safra está previsto enfrentarmos um período de baixa disponibilidade de água, o que dificulta a ação dos herbicidas. Por isso, é fundamental aproveitar o momento certo para realizar a aplicação e escolher o produto adequado para cada situação e garantir que a área fique livre de plantas invasora" afirma.
Manejo pré-emergente
Outro trabalho desenvolvido pela Fundação avaliou o desempenho de 29 tratamentos com herbicidas pré-emergentes na cultura da soja. Os resultados demonstraram que, a utilização dos herbicidas pré-emergentes contribuiu para manter a área limpa por mais tempo e assim reduzir a pressão das plantas invasoras
"O manejo pós-emergente foi individualizado para cada tratamento justamente para refletir o que acontece na prática. Conseguimos entender melhor os efeitos dos herbicidas pré-emergente na cultura, o nível de fitotoxicidade e, principalmente, o retorno que eles proporcionam no controle das plantas daninhas e nos ganhos de produtividade", explicou
Informações e decisões
Os resultados das pesquisas reforçam o compromisso da Fundação Rio Verde em desenvolver tecnologias que atendam às necessidades do produtor rural. As informações obtidas permitem maior segurança na definição das estratégias de manejo, tanto na dessecação pré-semeadura quanto na utilização de herbicidas pré-emergentes.
"Esses estudos ajudam o produtor a tomar decisões mais assertivas para a próxima safra, escolhendo o herbicida correto, o momento ideal de aplicação e entendendo os possíveis efeitos sobre a cultura. O objetivo final é controlar as plantas daninhas com eficiência e garantir maior produtividade da soja", conclui Rodrigo Pengo.
Para mais informações e conferir as pesquisas publicadas, acesse:
Intervalos de segurança: https://fundacaorioverde.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Intervalos-de-Seguranca-de-Herbicidas-Soja.pdf
Herbicidas pré-emergentes: https://fundacaorioverde.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Manejo-de-Herbicidas-na-Cultura-da-Soja.pdf