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Operário morre na desmontagem de instalação da Rio 2016, diz agência

Homem trabalhava num canteiro de apoio montado próximo a um shopping. Outro funcionário perdeu a perna em Copacabana; Comitê se exime de culpa nos 2 casos.

Redação
Por: Redação Fonte: MT Agora - Globo Esporte
06/10/2016 às 00h25 Atualizada em 31/01/2023 às 18h14
Operário morre na desmontagem de instalação da Rio 2016, diz agência

Um homem morreu e outro perdeu a perna durante acidentes ocorridos nos últimos dias na desmontagem de instalações da Rio 2016, informou a Agência Reuters. A morte aconteceu nas proximidades de um shopping da Zona Oeste, enquanto o outro acidente ocorreu em Copacabana. O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos confirmou as ocorrências e disse que a responsabilidade por possíveis falhas é das empresas contratadas para realizar os serviços. As duas vítimas eram operários terceirizados.

Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, a segurança dos trabalhadores está fragilizada e ameaçada desde que o Comitê dispensou recentemente mais de 100 fiscais de segurança do trabalho que seriam responsáveis por acompanhar a desmontagem de instalações dos Jogos. A vítima fatal morreu eletrocutada durante a desmontagem de uma estrutura instalada para a Rio 2016 na Barra. Já o operário que perdeu a perna se acidentou na arena do vôlei de praia.

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Diretor de comunicação da Rio 2016, Mario Andrada afirmou que os acidentes ocorreram por possíveis falhas nos canteiros, que são de responsabilidade dos contratados pelo Comitê para realizar a desmontagem dos locais dos Jogos.

- A gente não tinha nenhum controle sobre essas ocorrências; foram em instalações nossas em operações terceirizadas e nos dois acidentes ocorreram erros primários. A culpa não é nossa, é de quem contrata os funcionários, seja ele de menor ou maior qualidade - disse Andrada à Reuters.

O Ministério do Trabalho discorda da posição do Comitê. Segundo o órgão, o contratante do serviço terceirizado tem a obrigação de fiscalizar o serviço que está sendo prestado.

- Quando você contrata um terceirizado, você tem que fiscalizar e ficar atento para saber se está cumprindo a lei... contratar alguém menos preparado e qualificado. No fim das contas, chegando ao Judiciário, há responsabilização sim do contratante (Comitê) - afirmou à Reuters a procuradora do MPT, Viviann Mattos.

Ainda nesta quarta, funcionários de uma empresa terceirizada fizeram um protesto na porta do Comitê, no centro do Rio, para chamar a atenção para os atrasos de pagamentos. O Rio 2016 admitiu que o problema realmente está acontecendo, mas que não haverá "calote".

- O número de fornecedores é muito grande, as medições dos contratos são muito complexas. Temos recursos grandes para receber do COI (Comitê Olímpico Internacional) e patrocinadores em novembro e vamos honrar todos os compromissos - finalizou Mario Andrada.

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