
O contrato de Fernando Alonso com a McLaren termina no final deste ano. E apesar de ele ser considerado um dos melhores pilotos do grid - e estar entre os melhores da história - a Mercedes não quer saber do espanhol. Por quê? Com a palavra o chefe do time, Toto Wolff.
- É verdade (que o contrato dele está acabando), mas já falamos sobre isso. Fernando tem um histórico com a Mercedes, e nem sempre a relação foi das melhores. Ele é um piloto muito talentoso, mas não está nos nossos planos neste momento - afirmou em entrevista à BBC.
Alonso usou motores Mercedes por uma temporada, quando defendeu a McLaren em 2007. Sua saída foi polêmica por ter sido o responsável em delatar o escândalo de espionagem da McLaren a projetos da Ferrari. No episódio que ficou conhecido como “Spygate”, a equipe por pouco não foi banida da F1 por duas temporadas e acabou sendo punida com a exclusão de todos os pontos no Mundial de Construtores e uma multa recorde de 100 milhões de dólares. O que acabou prejudicando e muito a fornecedora de motores alemã, justificativa usada por Wolff para explicar a resistência em contratar o espanhol.
Assim, a ideia seria manter Valtteri Bottas no time com contrato de curta duração, até 2019, e depois ver o que há de disponível no mercado nos dois próximos anos.
- Não precisa ser muito inteligente para ver que o Valtteri fez um bom trabalho em seu primeiro ano de Mercedes. Ele se dá muito bem com o Lewis, e a dinâmica entre os pilotos é muito importante para o time, porque respinga na sala dos engenheiros. O ambiente que vivemos agora é ótimo. Do jeito que estamos agora, eu gostaria de continuar com o Valtteri, mas só dependemos de detalhes no contrato e na situação pós-2018. Eu quero apenas entender como se desenrola o mercado de pilotos para 2019 e 2020. Existirão vagas abertas, teremos pilotos disponíveis no mercado. Então, do jeito que estamos, nada contar continuar com Valtteri por mais um ano.