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Associação de Pilotos da F1 atinge 100% de adesão do grid: ''União é fundamental''

Esta é a primeira vez na história recente da instituição que todos os competidores do grid passam a fazer parte da GPDA: ''Os pilotos reconhecem que precisam estar unidos e representados''.

Redação
Por: Redação Fonte: MT Agora - Globo Esporte
13/12/2017 às 23h00 Atualizada em 05/02/2023 às 09h05
Associação de Pilotos da F1 atinge 100% de adesão do grid: ''União é fundamental''

Pela primeira vez na história recente, a Associação de Pilotos da F1 (GPDA) conseguiu a adesão de todos os competidores do grid, de acordo com seu presidente, o ex-piloto Alex Wurz.

O austríaco, em entrevista ao site "Motorsport.com" destacou a importância da união, que considera fundamental para se conseguir mudanças dentro e fora das pistas para os pilotos.

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- A GPDA tem agora 100% de adesão pela primeira vez em sua história recente e, talvez, em toda sua história. Então este é um bom ano. A F1 está entrando em um período de evolução, mudança e, talvez, até certo grau de turbulência. Todos os pilotos reconhecem que precisam estar unidos e representados para encararem este desafio e se protegerem de política e brigas pelo poder que possam atrapalhar o desempenho na pista. Os pilotos acreditam que a união é fundamental para o sucesso do esporte.

Se por um lado, Wurz elogiou a Liberty Media (nova dona da F1) por ouvir os pedidos dos pilotos para mudanças aerodinâmicas nos carros, o austríaco ressaltou que o foco deve permanecer no lado esportivo da categoria.

- A GPDA exige apenas que o esporte permaneça no foco de atenção. Todas as mudanças no esporte deveriam ser feitas e conduzidas somente com o melhor dos interesses para o esporte e não para um indivíduo, e é isso que une os pilotos, essa vontade de manter a F1 no topo do automobilismo. Consideramos a F1 um esporte, em vez de um show. Um piloto, de maneira correta, chama a si mesmo de esportista e não de showman, porque se trata das aspirações mais naturais do ser humano – ir mais rápido, mais alto... Gostamos de ver grandes disputas esportivas. E se, com elas, existir um grande show e experiência de corrida, isso seria muito bom. Mas se o esporte é ruim, tudo ao redor se torna caro, sem autenticidade e relevância. Precisamos de competição na pista, mas sem ser artificial.

Alex também criticou as últimas gestões da categoria, a quem acusa de ter danificado a F1 com decisões tomadas visando apenas o lado comercial ou em meio a brigas políticas por poder, mas elogiou a Liberty por ter escutado as sugestões da Associação de Pilotos.

- Não podemos ser ingênuos com relação à situação atual da F1, que tem suas regras complicadas definidas por diversos acionistas. Decisões comerciais e brigas pelo poder político já danificaram muito o esporte em tempos de vulnerabilidade ao longo da última década. E a GPDA ressaltou inúmeras vezes que a ação na pista precisa ser melhor, com mais disputas na pista e mais autenticidade. Por isso, ficamos contentes pelo fato de a Liberty e seu grupo de pesquisa tenham seguido as sugestões da GPDA, de mais de um ano, quando pedimos por um carro menos sensível aerodinamicamente falando, que nos permitisse seguir outro carro mais de perto.

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