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Microsoft, Google, Facebook e Twitter querem criar ''portabilidade de dados'' na internet

A tecnologia dispensaria a criação de um novo perfil ao trocar ou testar uma rede social, por exemplo.

Redação
Por: Redação Fonte: MT Agora - Blog | Altieres Rohr
24/07/2018 às 14h07 Atualizada em 10/02/2023 às 17h01
Microsoft, Google, Facebook e Twitter querem criar ''portabilidade de dados'' na internet

A Microsoft, o Google, o Facebook e o Twitter anunciaram nesta sexta-feira (20) o "Data Transfer Project" (DTP, "projeto de transferência de dados", em português), uma iniciativa que que deve criar um sistema padronizado para a "portabilidade de dados" na internet, dando ao internauta a capacidade de migrar seus dados de um provedor de serviço a outro com facilidade. A tecnologia dispensaria a criação de um novo perfil ao trocar ou testar uma rede social, por exemplo.

Assim como a portabilidade numérica na telefonia, a portabilidade de dados na internet melhoraria a concorrência entre os provedores: seria possível migrar todas as playlists e artistas preferidos em um serviço de música para outro, migrar fotos, informações pessoais e assim por diante -- tudo com apenas alguns cliques.

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Outros cenários facilitados seriam o da migração no caso de um provedor cancelar um serviço e também o backup, para que o internauta possa guardar uma cópia de suas informações em seu próprio computador. Essas funções já são possíveis em alguns casos hoje, mas cada provedor possui regras e procedimentos diferentes. Alguns serviços, no entanto, ainda seguem na direção oposta, dificultando a migração de dados.

Para tornar isso realidade, as empresas pretendem desenvolver um software que tire proveito das interfaces de programação (API, na sigla em inglês) que cada provedor de serviço expõe. Com a autorização do internauta, o programa poderia chamar essas APIs para baixar os dados.

Por enquanto, tudo ainda está em fase de desenvolvimento. Um programa foi disponibilizado, mas ele está em testes e não deve ser usado em cenários reais. Também ainda não há nenhum site compatível. O código, porém, foi liberado para que programadores interessados possam contribuir. Uma documentação também foi preparada para que outras empresas além das que já integram o DTP possam fazer parte da iniciativa.

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