
O Facebook informou nesta terça-feira (31) que eliminou 32 páginas e contas falsas envolvidas no que parecia ser uma tentativa "coordenada" de influenciar a opinião pública sobre questões políticas antes das eleições parlamentares nos Estados Unidos em novembro, mas não conseguiu identificar a fonte.
A empresa disse que as contas de pessoas "mal-intencionadas" na maior rede social do mundo e em seu site de compartilhamento de fotos Instagram não poderiam estar comprovadamente ligadas à Rússia, que usou a plataforma para disseminar desinformações antes da eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos.
No entanto, segundo o jornal "New York Times", oficiais do governo americano foram informados pela empresa de que é possível que a Rússia esteja envolvida com o novo caso.
"Ainda estamos nos estágios iniciais de nossa investigação e não temos todos os fatos - incluindo quem pode estar por trás disso", disse o Facebook em uma série de posts de blog.
"Mas nós estamos compartilhando o que sabemos hoje, dada a conexão entre essas pessoas mal-intencionadas e protestos que estão planejados para a semana que vem em Washington".
No total, foram sete contas de Instagram, e oito páginas e 17 perfis de Facebook. Todas elas foram criadas entre março de 2017 e maio de 2018, e descobertas há duas semanas. Mais de 290 mil contas seguiam ao menos uma das páginas suspeitas.
Entre abril de 2017 e junho de 2018, os excluídos promoveram mais de 150 propagandas nas redes, pagando cerca de US$ 11 mil, pagos em dólares americanos e canadenses. As páginas também criaram por volta de 30 eventos nesse período, o maior deles atraiu interesse de 4,7 mil contas.
O diretor de cibersegurança do Facebook, Nathaniel Gleicher, afirma que os suspeitos se disfarçaram melhor, usando VPNs (tecnologia que esconde o local de origem do usuário), outros serviços e outras pessoas para comprarem as propagandas para eles.
O Facebook e o FBI trabalham juntos para investigar essas atividades.
Desinformação brasileira
Na última quarta-feira (25), o Facebook excluiu diversas páginas brasileiras. Segundo a empresa, elas faziam parte de uma "rede de desinformação".
A rede social não especificou quais eram os perfis envolvidos, mas o Movimento Brasil Livre (MBL) informou que diversos dos seus coordenadores foram afetados.
O Facebook disse em um comunicado que desativou 196 páginas e 87 contas no Brasil por sua participação em "uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”.