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Prêmio eSports Brasil marca o reconhecimento do mercado de games no Brasil

O evento coroou diferentes times e jogadores nacionais na categoria virtual, e também mostrou toda a força que este mercado tem no país

Redação
Por: Redação Fonte: Fonte: MT Agora
25/03/2019 às 20h59 Atualizada em 10/02/2023 às 14h36
Prêmio eSports Brasil marca o reconhecimento do mercado de games no Brasil

O cenário brasileiro de eSports foi exaltado no final de 2018. Algumas das mais importantes figuras dos esportes tradicionais, e também dos jogos eletrônicos, estiveram presentes no Prêmio eSports Brasil. O evento coroou diferentes times e jogadores nacionais na categoria virtual, e também mostrou toda a força que este mercado tem no país. A expectativa é que o espaço para esses atletas continue a aumentar a cada ano.

Foi a segunda edição do prêmio, que começou em 2017 como resposta pelo crescimento do eSports no país. Porém, foi apenas no ano passado que o evento ganhou maior visibilidade. Foram 16 categorias premiadas, sendo duas com votos populares e as outras com um júri técnico selecionado. O evento conseguiu maior exposição pela parceria realizada entre o canal esportivo SporTV e a empresa voltada para os jogos virtuais Go4it.

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Com mais de 20 milhões de espectadores, o Brasil se transformou em um dos países com mais força neste mercado, sendo o terceiro mais popular. Uma pesquisa relizada pela empresa NewZoo, de 2018, mostra um crescimento de quase 20% anuais na audiência brasileira. O país só perde para a China, líder absoluta com mais de 70 milhões de fãs, e para os Estados Unidos, que têm cerca de 23 milhões de pessoas que acompanham os torneios.

A criação do Prêmio eSports Brasil foi apenas um passo para o reconhecimento dos jogos eletrônicos por aqui. O principal nome da noite foi André “Nesk” Oliveira, jogador profissional do game Rainbow Six Siege. O jovem de 24 anos, que atua na Team Liquid, venceu a categoria Atleta de eSports do Ano, após fazer uma excelente temporada e ganhar o título da Pro League Season 7 com a equipe que conta apenas com brasileiros.

Crescimento no mundo e patrocínios
A expansão do mercado de eSports não se restringe ao Brasil, já que acontece no mundo inteiro. Atualmente, existem diferentes torneios e eventos de grandes proporções que devem gerar uma receita de US$ 1 bilhão em 2019. Um número recorde para o mercado de games, que acontece principalmente pelo apoio de grandes empresas. O Prêmio eSports Brasil, por exemplo, teve o patrocínio da Samsung.

Grande parte dos times funcionam da mesma maneira, e conseguem se sustentar pelos patrocinadores. A norte-americana Cloud9, que segundo a Forbes é o time mais rentável do mercado, tem contratos generosos com a Puma e também com a AT&T, do ramo de tecnologia. Outras grandes empresas internacionais, como a Audi e até a Swift, já participaram diretamente deste mercado em crescimento.

Porém, são os portais de apostas online responsáveis pelas principais parcerias no eSports. Eles conseguiram ver potencial nestes torneios, antes mesmo da mídia e das empresas tradicionais. O site da Betway está presente em diferentes competições como patrocinador oficial, além de possuir acordos com algumas equipes de renome. Os brasileiros da MIBR, por exemplo, que disputam torneios de CS:GO, contam com a ajuda do portal desde a criação do time.

As empresas que trabalham com periféricos e equipamentos para games também aproveitam este crescimento. A Razer é a principal delas, pois conseguiu notoriedade por ter acordos com diferentes times e jogadores. Ela é a principal fornecedora de mouses, teclados e fones para os profissionais, e também costuma estampar a marca em algumas camisas e eventos de franquias famosas do eSports.

América Latina ainda sofre
Apesar do Brasil ser uma referência, principalmente nos números de audiência, a América Latina ainda sofre com a falta de torneios importantes. Países como a Argentina e o Chile até possuem equipes disputando espaço no cenário mundial, mas quase sempre estão longe de casa. As maiores competições de eSports ainda acontecem na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos. No entanto, a perspectiva para 2019 é que isso mude.

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