Segunda, 09 de Março de 2026
20°C 27°C
Lucas do Rio Verde, MT
Publicidade

Eficiência de máscara desenvolvida pela UnB é testada em Brasília

Uma molécula natural obtida a partir da casca de crustáceos pode ajudar na confecção de máscaras bastant...

Redação
Por: Redação Fonte: EBC Saúde
28/03/2021 às 18h20 Atualizada em 31/01/2023 às 14h10
Eficiência de máscara desenvolvida pela UnB é testada em Brasília

Uma molécula natural obtida a partir da casca de crustáceos pode ajudar na confecção de máscaras bastante eficientes para a inativação do novo coronavírus. Apelidada de Vesta, a máscara foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) por meio de nanotecnologia.

A ideia é disponibilizar o equipamento de proteção individual (EPI) inicialmente a profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e demais estabelecimentos de saúde interessados. Se tudo der certo, ele poderá ser disponibilizado, posteriormente, à população em geral.

Continua após a publicidade
Anúncio

A nova máscara já está sendo testada em profissionais que atuam na linha de frente de combate à covid-19 no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília. 

"Iniciamos os ensaios clínicos com o objetivo de comparar o desempenho do respirador Vesta com os tradicionais. Estamos analisando vários fatores, como a eficiência do respirador em inativar o vírus. Há outras avaliações em paralelo, relacionadas a fatores de usabilidade, como conforto e vedação. Tudo está sendo mapeado", explica a pesquisadora Graziella Joanitti, professora da Faculdade UnB Ceilândia.

Segundo ela, o diferencial da Vesta é que, na camada do meio, onde é feita a filtração em máscaras de três camadas, há um revestimento adicional com partículas à base de quitosana – substância obtida a partir da casca de crustáceos. "Esse material foi extraído, servindo de matéria-prima para a preparação de nanopartículas para esse equipamento de proteção individual", acrescenta.

De acordo com a bióloga, essas nanopartículas são cerca de 100 mil vezes menores do que o diâmetro de um fio de cabelo. Ao entrar em contato com a quitosana, o novo coronavírus é desativado após ter sua estrutura desorganizada. 

"Nós reconstruímos e reorganizamos, na forma de nanopartículas, a matéria-prima obtida na casca de crustáceos, como os camarões. São essas partículas que compõem a camada filtrante, responsável pela proteção adicional da máscara", detalha a pesquisadora.

Graziella explica que a próxima etapa para a disponibilização mais ampla da máscara é a certificação e a regularização junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para, em seguida, transferir a tecnologia a empresas interessadas. Como se trata de uma tecnologia 100% nacional, ela acredita ser "bem possível" que a máscara saia a um custo menor do que o de equipamentos similares.

Edição: Paula Laboissière

Fonte: EBC Saúde
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lucas do Rio Verde, MT
23°
Tempo nublado
Mín. 20° Máx. 27°
24° Sensação
2.83 km/h Vento
92% Umidade
100% (13.58mm) Chance chuva
06h47 Nascer do sol
19h02 Pôr do sol
Terça
28° 21°
Quarta
29° 21°
Quinta
29° 21°
Sexta
27° 21°
Sábado
26° 21°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,17 -1,51%
Euro
R$ 6,01 -1,35%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 377,700,46 +1,44%
Ibovespa
180,915,36 pts 0.86%
Publicidade
Publicidade
Publicidade