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Deputado pede criação de políticas públicas de prevenção e tratamento do Mal de Alzheimer

Foto: Marcos Lopes Instituir política públicas para a prevenção e tratamento da doença de Alzheimer, no ...

Redação
Por: Redação Fonte: ALMT
29/04/2021 às 09h10 Atualizada em 10/02/2023 às 13h04
Deputado pede criação de políticas públicas de prevenção e tratamento do Mal de Alzheimer

Foto: Marcos Lopes

Instituir política públicas para a prevenção e tratamento da doença de Alzheimer, no Estado de Mato Grosso foi tema na sessão ordinária de quarta-feira (28) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O deputado estadual Elizeu Nascimento (PSL), apresentou o Projeto de Lei nº285/2021 que trata do tema. 

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De acordo com o texto, caberá à Secretaria Estadual de Saúde estabelecer a política pública de tratamento e prevenção da doença de Alzheimer, com a participação de equipe multidisciplinar e multifuncional, formada por médico clínico geral, psiquiatra, psicólogo, fisioterapeuta e neurologista.

A política pública incentivará parcerias com instituições de ensino e entidades correlatas para a realização de campanhas de prevenção, cursos, treinamentos, seminários de incentivo ao diagnóstico precoce, palestras, oficinas da memória e orientações aos familiares e aos cuidadores de pacientes com Alzheimer.

O Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Seu nome oficial decorre de homenagem ao médico Dr. Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906, ocasião em que analisou e publicou o caso de uma paciente. Era uma mulher, Auguste Deter, que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem, apresentando dificuldade para compreender e se expressar, tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença, conforme informações da Associação Brasileira de Alzheimer (abraz.org,br). 

A doença é degenerativa, progressiva e provoca atrofia do cérebro, levando à demência em idosos. Muitas vezes, os sintomas iniciais, como perda da memória e confusão mental, são vistos como características comuns do envelhecimento, retardando a busca por ajuda médica e consequentemente adiando o tratamento e agravando as consequências.

"Além da interferência na vida dos pacientes, os efeitos da doença refletem também na dinâmica familiar, o que exige ainda orientações e até mesmo cuidados com os demais membros da família. Somado ao impacto emocional, há reflexos econômicos, pois existem muitos casos em que uma pessoa da família precisa abandonar as atividades profissionais para cuidar do paciente com Alzheimer. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família. Devido à complexidade da Doença de Alzheimer e à possibilidade de controlar sua evolução, é necessário o desenvolvimento de políticas específicas nos serviços de saúde prestados à população", frisou Elizeu Nascimento.

De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico. Com a tendência do crescimento da população idosa nas próximas décadas (Censo IBGE 2019), o número de casos da doença tende a subir.

Os objetivos específicos da Política para Prevenção e Tratamento da doença de Alzheimer são: promover o exame para o diagnóstico e o tratamento o mais precoce possível, em todas as unidades da rede pública de saúde do Estado; desenvolver um sistema de informações e de acompanhamento pelo poder público de todos os que no Estado tenham diagnóstico ou que apresentem seus sintomas, inclusive, com a elaboração de um cadastro específico dessas pessoas; estabelecer uma rede de apoio psicológico aos portadores de Alzheimer e aos seus familiares; otimizar as relações entre as áreas médicas do setor público e privado, de modo a possibilitar a mais ampla troca de informações entre os profissionais de saúde, para a mitigação dessa moléstia e ampliação da qualidade de vida de seus portadores e respectivos familiares e fornecer gratuitamente a medicação necessária aos portadores da doença.

Fonte: ALMT
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