
O cafezinho nosso de cada dia continua a trazer ótimos rendimentos para nossa economia, seja interna ou mundial. Para entender melhor a importância dessa commodity, confira a seguir alguns números importantes para o setor.
Afinal, a partir de inovação e tecnologia, estamos mantendo o país na liderança da produção e do consumo mundiais.
Segundo o Conselho Nacional do Café, os tipos de café do Brasil ganharam destaque devido às contribuições em relação aos avanços tecnológicos feito por produtores.
Aliás, o CNC é uma entidade privada, responsável por reunir cooperativas, produtores, federações de agricultura e associações de cafeicultores.
Apenas nos últimos anos, sua abrangência ficou ainda maior, visto que a entidade já representa um universo de cerca de 350 mil produtores. Em suma, além das inovações tecnológicas, o Brasil também tem feito investimentos em pesquisas.
Isso por meio de trabalhos conduzidos por instituições que integram o Consórcio Pesquisa Café, um dos mais competitivos e sustentáveis do mundo.
Sobre os resultados desses investimentos, vale salientar que continuamos líderes tanto em produção quanto em exportação. Além do mais, somos o segundo maior consumidor do mundo.
Na prática, esse foco em tecnologia, extensão e estudos permitiu que triplicássemos nossas safras, apenas nas últimas três décadas.
Neste caso, destacamos as variedades robusta e arábica. De qualquer forma, vale ressaltar que esse cenário atual do café no Brasil, teve o impacto direto sobre a adoção de novas tecnologias pelo setor produtivo.
Até este ano, a produção mundial de café deve crescer quase 2%. Em números, isso significa atingir a produção de 180 milhões de sacas.
Apenas em relação ao café arábica, os números são estimados em 100 milhões. Já o café robusta, a produção em nível mundial pode chegar a 80 milhões de sacas.
A expectativa em relação ao consumo global de café para o biênio 2020–2021, pode ter um aumento de mais de 1% em relação ao biênio passado.
Afinal, as medidas de isolamento social ainda em vigor, e a lenta recuperação da economia mundial, ainda limitam o consumo do café.
A partir da análise dos primeiros quatro meses desse ano, a América do Sul chega a apresentar um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. Ou seja, foram exportadas mais de 20 milhões de sacas de café.
Além de presente nesse cenário, vale lembrar que o Brasil é o principal país mundial produtor, o que garante um aumento de 25% dentro do volume exportado.
Em números, isso significa 17 milhões de sacas, dos quais 14,03 milhões são de café arábica. Além do mais, destacamos o milhão de sacas de café robusta, que registrou volume 26% maior que o exportado no mesmo período cafeeiro anterior.
Além do mais, as exportações da Colômbia nesse período chegaram a subir 3%. Por outro lado, de acordo com a Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia, a produção diminuiu cerca de 3%, o que significa cerca de 5 milhões de sacas.
Vale lembrar que os dados apresentados aqui em relação ao consumo mundial, e à performance da produção são validados, pelo relatório oficial sobre o mercado e pela OIC - Organização Internacional do Café. Além de que empresas como Mondial, uma das principais fornecedoras das melhores cafeteiras, viu suas vendas voltadas ao nicho, duplicar logo nos primeiros meses de 2019 com a grande safra de café no Brasil.
Aliás, essa instituição representa a sociedade de mercados da cafeicultura mundial, na qual o Brasil é país-membro.
Enfim, para o resto do ano, saiba que a colheita dos cafés de tipo conilon e robusta já está começando a ganhar ritmo.
Aliás, produtores já estão na expectativa de uma safra maior dessas variedades, mesmo com a alta nos preços internacionais.