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Intenção de consumo sobe, mas é a pior para junho na série histórica

Dado é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e estaria ligado a fatores como o auxílio emergencial

Redação
Por: Redação Fonte: R7
21/06/2021 às 12h00 Atualizada em 07/02/2023 às 20h00
Intenção de consumo sobe, mas é a pior para junho na série histórica
Intenção de consumo sobe, mas é a pior para junho na série histórica - (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Após duas quedas seguidas, o indicador IFC (Intenção de Consumo das Famílias), apurado pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), subiu 2,1% em junho, variação após considerar o ajuste sazonal, mostrando uma maior disposição para consumir, mesmo que de forma tímida, destacou a CNC.

O indicador ficou, no entanto, em 67,5 pontos, o menor nível desde agosto de 2020, e também o pior resultado para um mês de junho da série histórica, caindo 2,6% contra junho de 2020.

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De acordo com a CNC, o incremento no otimismo dos consumidores acompanha a percepção mais positiva sobre indicadores econômicos e medidas do governo para mitigação de impactos da pandemia, como o investimento no auxílio emergencial e outras iniciativas sociais. Mas a consolidação de um indicador positivo ao longo do ano depende da reativação da circulação nas ruas.

"Esse é mais um indicador capturado pela Confederação que mostra como a população não pode e não quer deixar de consumir. Em junho, temos uma data importante para o varejo e o setor de serviços, que é o Dia dos Namorados, que este ano voltou a ficar aquecida, mesmo com a circulação afetada", explicou o presidente da CNC, José Roberto Tadros. "Acreditamos que, com o avanço da vacinação no País, a gente possa chegar a um cenário muito mais próspero no fim do ano", previu o executivo.

Este mês, todos os subitens da pesquisa ICF apresentaram crescimento. Apesar da reação, a maioria dos respondentes (43 2%) apontou que a renda de sua família piorou em relação ao ano passado, contra 42,9% no mês anterior e 37,9% em junho de 2020. No entanto, com o ajuste de sazonalidade, o índice apresentou um crescimento de 1,5%.

A maior parte dos entrevistados (35,5%) também respondeu que se sente tão segura com seu emprego quanto no ano passado, maior porcentual da série histórica e uma proporção acima do mês anterior (34,3%) e do que em junho passado (31,3%). Ao contrário de maio passado, quando o item havia sido destaque negativo, em junho o tema voltou a ser o maior marco do mês.

A economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, aponta que as famílias registraram expectativas positivas sobre o mercado de trabalho tanto no curto quanto no longo prazo, o que permitiu a retomada no consumo. "A confiança no emprego é o que tem mantido as pessoas consumindo na pandemia. Quando há deterioração nas empresas, acontece um efeito dominó que impacta o orçamento das famílias e impede o acesso. O ICF tem sido um instrumento de análise bastante alinhado com essa expectativa", informou.

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