Sábado, 25 de Abril de 2026
20°C 30°C
Lucas do Rio Verde, MT
Publicidade

Brasil tem potencial para universalizar saneamento básico até 2033, afirmam debatedores

O Brasil tem condições de alcançar a marca de mais de 90% da população atendida com água e esgoto até 2033, mas, para isso, é preciso empenho do se...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Senado
28/06/2021 às 20h45 Atualizada em 10/02/2023 às 08h56
Brasil tem potencial para universalizar saneamento básico até 2033, afirmam debatedores
Debatedores durante audiência na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) nesta segunda-feira - Agência Senado

O Brasil tem condições de alcançar a marca de mais de 90% da população atendida com água e esgoto até 2033, mas, para isso, é preciso empenho do setor público e da iniciativa privada, com diretrizes e regulação do governo federal. Essa foi uma das avaliações feitas durante audiência pública interativa promovida pela Comissão de Desenvolvimento Rural e Turismo (CDR) do Senado na noite desta segunda-feira (28). A audiência foi solicitada pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF).

Essa foi a segunda mesa do Ciclo de Debates sobre Desenvolvimento Regional da CDR, que tem como presidente o senador Fernando Collor (Pros-AL). Ao iniciar os debates desta segunda-feira, Collor informou que, segundo dados de 2019 do Sistema Nacional de Informações do Saneamento (Snis), o índice médio nacional da população atendida com rede de abastecimento de água era de 83,7% naquele ano. 

Continua após a publicidade
Anúncio

Para Collor, fica evidente a desigualdade regional brasileira quando esse dado é regionalizado: enquanto a região Sudeste tem 91,1% de sua população atendida com abastecimento de água, a região Nordeste tem 73,9% e a região Norte, 57,5%. 

Já o índice médio nacional de atendimento com rede de coleta de esgoto é de 54,1%, acrescentou Collor. O Sudeste registra 79,5% de cobertura; o Centro-Oeste, 57,7%; o Sul, 46,3%; o Nordeste, 28,3%; e a região Norte tem 12,3% de atendimento. 

— Vejam as diferenças, as discrepâncias e as necessidades que nós temos de equilibrar. Esses números, que muito entristecem a todos nós, não chegam a nos surpreender: são parte da fotografia do nosso atraso na questão de saneamento básico no Brasil — pontuou o presidente da CDR.

Para Collor, o saneamento precisa ser entendido como a base do sistema de saúde do país, pois, destacou ele, quanto maior o investimento no setor, menos pressão há sobre o sistema de saúde. Antes das falas dos debatedores, o senador leu algumas das perguntas enviadas por internautas pelo e-Cidadania para subsidiar o debate.

Alfredo Assis de Carvalho, coordenador de gestão integrada da Coordenação de Planejamento e Regulação do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), garantiu que a busca da universalização dos serviços de saneamento é uma das prioridades do governo federal. Ele disse que o saneamento básico é “fundamental para garantir saúde e dignidade da população”. 

— Neste cenário atual de pandemia, o acesso ao serviço de saneamento se torna ainda mais importante. Enquanto alguns de nós estão mais preocupados em ter à disposição uma máscara limpa e um frasco de álcool em gel, milhões de pessoas no nosso país convivem com esgoto contaminado passando em uma vala na porta de casa, e uma parcela considerável dessa mesma população nem sequer tem acesso a rede de água tratada para lavar as mãos, um hábito básico de higiene — disse Alfredo.

Segundo o representante do MDR, a cada R$ 1 investido em saneamento, economiza-se R$ 4 reais no sistema de saúde. Além disso, declarou Alfredo, estudos comprovam que a melhora do saneamento traz muitos outros benefícios, como o aumento da produtividade dos trabalhadores e do desempenho escolar das crianças e a alavancagem do turismo, por exemplo. O coordenador disse ainda que há 100 milhões de brasileiros sem esgotamento sanitário e 35 milhões sem abastecimento de água. Para que esses brasileiros consigam ser atendidos até 2033, ressaltou, é preciso aumentar os investimentos públicos e privados em saneamento.

Carlos Motta Nunes, especialista em regulação de recursos hídricos e saneamento básico da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), salientou que o Brasil ainda tem “números vergonhosos” de atendimento de água e esgoto. Ele destacou que a ANA busca integrar as políticas nacionais de recursos hídricos e de saneamento.

— A Agência Nacional de Águas traz a visão de recursos hídricos para dentro do saneamento, para a gente poder ter essa visão mais global do insumo fundamental para o saneamento, que é a água tanto no início da cadeia, que é a água que é captada, mas também ao final da cadeia, quando aquele esgoto chega aos nossos rios e polui os nossos rios. A gente consegue ter uma visão mais abrangente de país — disse Carlos Motta.

Marcus Vinícius Fernandes Neves, presidente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), declarou que, enquanto houver cidades brasileiras que necessitam ser atendidas por carros-pipa para terem água, o país não pode se conformar. Ele reclamou que o novo marco legal do saneamento (Lei 14.026/2020) não dá a devida atenção aos problemas da população rural.

Para Marcus Vinícius, só a união do setor público com o setor privado pode resolver o saneamento básico no país, mas é preciso haver também políticas públicas bem coordenadas e regulação e fiscalização eficientes. Ele também frisou que é preciso enxergar as realidades distintas de cada estado e cidade.

— Quem tem que tomar conta da política pública do saneamento tem que ser o governo federal, estadual e municipal, dentro das suas atribuições. Buscar recursos para somar aos recursos públicos que nós temos é fundamental, imprescindível, mas a política pública, o acompanhamento, as regras, também. O que adianta nós termos uma boa licitação e recursos e não termos uma boa agência reguladora com normas claras? Taí Manaus, que é pelo setor privado e é um dos piores índices de água e esgoto público, privatizado nesse estado desde a década de 1990 — alertou o presidente da Aesbe.

Por sua vez, o primeiro-secretário da Confederação Nacional de Municípios (CNM), José Patriota, concordou que as realidades regionais devem nortear o avanço do setor. Ele reiterou que a qualidade do saneamento básico interfere diretamente na qualidade de vida da sociedade brasileira. E que o papel do poder público continua fundamental, mesmo com o aumento da participação privada no setor.

— Para nós da CNM é fundamental a regulação. Por mais que haja necessidade de atrair investimentos privados para compor esse conjunto de ações, é fundamental a regulação do Estado brasileiro. E a ANA, como agência reguladora e com a expertise que tem, carrega para si uma grande responsabilidade que a lei lhe delega — afirmou José Patriota.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF), autor do requerimento para a realização dessa audiência pública, apresentou aos debatedores questionamentos sobre a real possibilidade de universalizar os serviços até 2033 e sobre a poluição de cursos d’água causada pelo esgoto despejado sem tratamento.

— A questão dos recursos hídricos para nós tem uma importância imensa, principalmente este ano, em que já se começa a se falar em racionamento — ressaltou Izalci.

Ao final, Collor informou que a CDR promoverá a terceira mesa do ciclo de debates na próxima segunda-feira (5), às 18h, para discutir a aviação regional.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
© Lula Marques/Agência Brasil.
Política Há 12 horas

Motta cria comissão para analisar PEC da redução da escala 6X1

El será composta de 37 membros titulares e igual número de suplentes

Autor da Foto:Rayan Nicacio | Ascom Câmara
Base do Governo Há 13 horas

Jackson Lopes defende legalidade de repasses sociais e rebate críticas da oposição

O parlamentar garantiu a lisura da gestão municipal nos convênios com associações esportivas e destacou as ações da prefeitura para adequar as entidades às novas exigências burocráticas

Autor da Foto:Rayan Nicacio | Ascom Câmara
Proteção Infantil Há 13 horas

Débora Carneiro alerta pais sobre crianças sozinhas nas ruas e sai em defesa dos projetos sociais de Lucas do Rio Verde

A vereadora cobrou maior supervisão familiar para evitar tragédias em praças e destacou que as iniciativas esportivas e comunitárias são essenciais para manter a juventude em segurança

Autor da Foto:Rayan Nicacio | Ascom Câmara
Voluntariado Há 13 horas

Márcio Albieri repudia ataques ao projeto “Nós Podemos Nadar” e dispara: “Batem onde o negócio está dando certo”

Em discurso firme na Câmara, o vereador enalteceu o impacto social da associação, criticou a perseguição a professores e reforçou o chamado para a regularização eleitoral da população

Autor da Foto:Rayan Nicacio | Ascom Câmara
Proteção e Prevenção Há 13 horas

Após tentativa de abuso infantil em parque, Wlad Mesquita cobra videomonitoramento e celebra nova delegacia

O vereador usou a tribuna para relatar a prisão de um suspeito pela Guarda Municipal, alertar os pais sobre os perigos nas praças e sugerir um projeto de ressocialização de presos com animais resgatados

Lucas do Rio Verde, MT
21°
Parcialmente nublado
Mín. 20° Máx. 30°
21° Sensação
2.51 km/h Vento
78% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h50 Nascer do sol
18h32 Pôr do sol
Domingo
30° 22°
Segunda
30° 22°
Terça
29° 22°
Quarta
30° 21°
Quinta
30° 22°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 4,98 +0,00%
Euro
R$ 5,84 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 409,821,41 +0,02%
Ibovespa
190,745,02 pts -0.33%
Publicidade
Publicidade
Publicidade