
O “De Olho No Material Escolar” começou como um movimento de um grupo de mães ligadas ao agronegócio e que encabeçaram uma campanha para fiscalizar o conteúdo dos materiais didáticos do ensino fundamental utilizados em escolas públicas e particulares. O movimento entende ser distorcida a imagem do agronegócio apresentada aos alunos e a abordagem dada nas apostilas sobre questões como desmatamento, violações contra indígenas, trabalho escravo e uso de agrotóxicos. O projeto ganhou forças e se tornou uma associação, que conta hoje com o apoio de lideranças do setor e está presente em 11 estados.
Com o apoio de outras mães, por meio de fotos ou vídeos, o movimento busca evidenciar os problemas presentes nas apostilas utilizadas nas escolas e visa uma revisão desse material didático junto às escolas e editoras. “Contamos com 50 voluntários atuando em todo o país. Percebemos uma desatualização com relação à história do agronegócio na material apresentado às crianças. Nossa intenção é aproximar os livros didáticos da realidade do setor e, principalmente mostram a grandiosidade do agro em todos os sentidos, com suas inúmeras possibilidades. Existem problemas na agricultura e na história sim, mas os alunos precisam saber que é o agronegócio do Brasil que está alimentando o mundo”, explica Letícia.
De acordo com elas, Mato Grosso está sendo palco para a produção de uma web série que visa mostrar o agronegócio para as demais regiões do País. “Sorriso é uma cidade repleta de desenvolvimento, principalmente no setor do agronegócio e queremos levar bons exemplos daqui para outras regiões, mostrando tanto para professores quanto para alunos que não tem a possibilidade de conhecer pessoalmente, a realidade desse agro tecnológico, social e sustentável”, reforça Helen.
Lúcia destacou a importância desse trabalho de análise de todo o material didático, que é distribuído aos alunos. “Observamos nas unidades escolares, que em certos momentos o professor precisa ter um olhar mais crítico sobre a forma como o livro aborda determinados temas, para que não criamos inverdades em nossos alunos, que, ao serem repetidas inúmeras vezes, podem trazer prejuízos ao longo de suas vidas, impossibilitando que se tornem adultos críticos e preparados para interagir na sociedade”, diz.
Segundo a gestora, as escolas de Sorriso oferecem aprendizado voltado ao agronegócio sustentável, por meio de parceria com o Clube Amigos da Terra (Cat). “Nossos alunos tem acesso a material didático específico e vivências focadas no desenvolvimento do agronegócio e na preservação do meio ambiente, visando garantir a sobrevivência das futuras gerações. As escolas interagem com o agro, trabalham com inúmeros projetos de sustentabilidade e preservação do meio ambiente, em parceria com o agro”, destaca Lúcia.
Durante a reunião, as visitantes puderam analisar o material didático utilizado na rede municipal de ensino de Sorriso. “Percebemos que aqui o assunto é tratado de uma maneira mais positiva, mostrando a modernização do setor, a utilização de tecnologias e também a preocupação com o meio ambiente. É isso que queremos ver sendo passado para os alunos em todo o país”.
Durante todo o dia, as visitantes puderam conheceram projetos sustentáveis, como o da Fazenda Santa Maria da Amazônia, com área de recuperação florestal; o Sítio Ludwig, que cultiva produção de orgânicos; a Fazenda Santana, com integração lavoura e pecuária; os sítios Horta Viva e Via Láctea, com produção leiteira, no Assentamento Jonas Pinheiro; e também o Programa Frutifica.