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Comissão debate concessão de isenções fiscais para agrotóxicos

Gustavo Sales/Câmara dos Deputados Solla defende que consumo de agrotóxicos seja desencorajado A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle d...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
17/09/2021 às 11h15 Atualizada em 04/02/2023 às 00h19
Comissão debate concessão de isenções fiscais para agrotóxicos
Solla defende que consumo de agrotóxicos seja desencorajado - (Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados)

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados debate nesta segunda-feira (20) a concessão de isenções fiscais para agrotóxicos.
O deputado Jorge Solla (PT-BA), que propôs o debate, é o responsável pela elaboração do relatório final da PFC 8/19, que “propõe que a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, com o auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU), realize ato de fiscalização e controle sobre a liberação de produtos agrotóxicos e as isenções fiscais destes produtos”.

O parlamentar explica que os agrotóxicos pagam alíquotas reduzidas ou têm isenção de tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ou Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por serem considerados, pelo governo federal, produtos essenciais. “Na prática, quanto mais agrotóxico é utilizado, menos o Estado arrecada com impostos, mais as empresas geram lucro, e mais dinheiro o governo acaba gastando com saúde pública e com os danos ambientais causados”, afirma.

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Solla explica ainda que diversos grupos da sociedade questionam no Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5553, a incompatibilidade da isenção fiscal concedida aos agrotóxicos com os direitos essenciais ao meio ambiente equilibrado e à saúde.

“Outros produtos prejudiciais para a saúde, como o álcool e o tabaco, são sobretaxados como forma de desencorajar o consumo. O mesmo poderia ocorrer com os agrotóxicos, que não são taxados, e geram enorme gasto para o Sistema Único de Saúde no tratamento das intoxicações agudas (historicamente subnotificadas) e das doenças crônicas (onde raramente logra-se comprovar o nexo causal)”, afirma o deputado.

Foram convidados, entre outros, o defensor público do Estado de São Paulo Marcelo Carneiro Novaes, o secretário de Controle Externo da Agricultura e do Meio Ambiente do TCU, Hugo Chudyson Araújo Freire e o pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública ENSP/Fiocruz, Marcelo Firpo.

O debate será realizado às 14 horas, no plenário 11.

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