
Os deputados aprovaram, em sessão do Congresso Nacional, o projeto que abre crédito suplementar de R$ 690 milhões para vários ministérios. Os recursos para produção de radiofármacos, que são utilizados em tratamentos contra o câncer, foram aumentados de R$ 26 milhões no texto original para R$ 63 milhões. O projeto (PLN 16/21) ainda será votado pelos senadores em sessão a seguir.
O presidente da Comissão Especial de Combate ao Câncer, deputado Weliton Prado (Pros-MG), comemorou a aprovação, lembrando da campanha Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama. "É a doença que mais mata mulheres", observou.
"Os radiofármacos são fundamentais para salvar vidas. O câncer tem cura, mas se o tratamento demora, a doença avança e aumentam os custos de tratamento", disse o parlamentar.
A deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) lembrou que a falta de recursos para os radiofármacos levaram à interrupção do tratamento de pacientes ou de diagnósticos. "O País sofreu praticamente um colapso nesta área com dez dias sem a produção", afirmou.
Chantagem
O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) acusou o governo de usar os radiofármacos para fazer uma chantagem pela aprovação do PLN 16/21. "Falta dinheiro para o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares porque o governo cortou", criticou.
Chinaglia reclamou que os vetos que trancam a pauta deveriam ser votados antes dos PLNs que abrem créditos para o Orçamento deste ano. "A desculpa é a pandemia e as sessões remotas", lamentou.
O deputado ainda protestou contra o cancelamento de quase R$ 655 milhões que seriam destinados originalmente para projetos de pesquisa pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Outros ministérios
A proposta modificada pelo Poder Executivo reduziu o valor originalmente alocado para pesquisa para atender outros ministérios. A suplementação ficou distribuída da seguinte forma:
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