Segunda, 23 de Fevereiro de 2026
20°C 23°C
Lucas do Rio Verde, MT
Publicidade

Bolsonaro veta nome de João Goulart em trecho de rodovia

Divulgação/Presidência da República João Goulart presidiu o Brasil de 1961 a 1964, quando foi deposto pelos militares O presidente Jair Bolsonaro...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
14/10/2021 às 15h15 Atualizada em 10/02/2023 às 00h24
Bolsonaro veta nome de João Goulart em trecho de rodovia
João Goulart presidiu o Brasil de 1961 a 1964, quando foi deposto pelos militares - (Foto: Divulgação/Presidência da República)

O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o Projeto de Lei 4261/12, do Senado, que denomina "Rodovia Presidente João Goulart" o trecho da BR-153 localizado entre  Cachoeira do Sul (RS) e a cidade de Marabá (PA). O veto foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta quinta-feira (14).

Trajetória
João Goulart assumiu a Presidência da República em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros. Em 31 de março de 1964, ele foi deposto pelo golpe militar e morreu em dezembro de 1976, aos 57 anos, durante exílio na Argentina.

Continua após a publicidade
Anúncio

Em sua trajetória política, Jango, como também era conhecido, foi deputado estadual no Rio Grande do Sul, deputado federal, secretário estadual de Interior e Justiça no RS, ministro do Trabalho no segundo governo Vargas e, por duas vezes, eleito vice-presidente da República: durante os governos de Juscelino Kubitschek (de 1956 a 1961) e de Jânio Quadros.

Veto
Ao justificar o veto, Bolsonaro argumentou que o projeto “contraria o interesse público ao pretender denominar trecho de 3500 quilômetros de extensão” sem considerar “as especificidades e as peculiaridades de cada estado” e em “descompasso com os anseios e as expectativas da população de cada unidade federativa”.

“Busca-se que personalidades da História do País possam ser homenageadas em âmbito nacional desde que a homenagem não seja inspirada por práticas dissonantes das ambições de um Estado Democrático”, acrescentou Bolsonaro.

Capitão reformado do Exército, o presidente é um defensor da ditadura militar, que depôs Jango. No último dia 31 de março, aniversário do golpe que durou 21 anos, Bolsonaro afirmou: "Hoje é o dia da liberdade". O regime militar teve cinco presidentes e levou à morte ou ao desaparecimento de 423 pessoas, segundo o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, de 2014.

Em seu momento de maior repressão política, a ditadura militar fechou o Congresso Nacional e as assembleias estaduais.

Análise do veto
O veto de Jair Bolsonaro ao PL 4261/12 será analisado pelo Congresso Nacional, em data a ser definida. Para ser derrubado, é necessária a maioria absoluta dos votos de deputados (257) e senadores (41), computados separadamente.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.