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Comissão pode concluir votação de proposta que permite produção privada de radioisótopos

Depositphotos Empresas privadas só podem produzir radiofármacos de curta duração A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a possib...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
07/12/2021 às 12h45 Atualizada em 05/02/2023 às 21h21
Comissão pode concluir votação de proposta que permite produção privada de radioisótopos
Empresas privadas só podem produzir radiofármacos de curta duração - (Foto: Depositphotos)

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a possibilidade de produção de radioisótopos de uso médico pela iniciativa privada reúne-se nesta terça-feira (8) para analisar três destaques apresentados pelo PT à proposta. Com isso, cada um dos três tópicos da proposta será votado separadamente. O texto-base do relator, deputado General Peternelli (PSL-SP), foi aprovado na semana passada. 

A quebra do monopólio governamental para a produção desses fármacos está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 517/10, do Senado.  Atualmente, a Constituição já autoriza, sob regime de permissão, a comercialização e a utilização de radioisótopos para pesquisa e uso médico. A produção por empresas privadas, no entanto, só é permitida no caso de radiofármacos de curta duração (meia-vida igual ou inferior a duas horas).

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Radioisótopos ou radiofármacos são substâncias que emitem radiação usadas no diagnóstico e no tratamento de diversas doenças, principalmente o câncer. Um exemplo é o iodo-131, que emite raios gama e permite diagnosticar doenças na glândula tireóide.

Ao defender a aprovação do texto, Peternelli argumentou que a produção pela iniciativa privada "resultará em menores custos para a pesquisa, a produção e o uso de radiofármacos, pois eliminará gastos relacionados com o processo de importação, frete, seguros e câmbio”.

Os destaques foram apresentados pelo deputado Alexandre Padilha (PT-SP). Ele discorda que a abertura para o setor privado seja a solução. “A falta de recursos para a aquisição de insumos necessários para a produção de radiofármacos, bem como os limites fiscais, não podem servir de justificativa para a privatização de produtos que envolvem a segurança e soberania do País”, disse.

A reunião será realizada às 14 horas, no plenário 11.

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