Terça, 07 de Abril de 2026
21°C 29°C
Lucas do Rio Verde, MT
Publicidade

Lei regulamenta imunidade tributária de entidades beneficentes

Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Entidades ligadas à assistência social estão entre as contempladas pela lei Entrou em vigor nesta sexta-feira...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
17/12/2021 às 11h15 Atualizada em 04/02/2023 às 10h04
Lei regulamenta imunidade tributária de entidades beneficentes
Entidades ligadas à assistência social estão entre as contempladas pela lei - (Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília)

Entrou em vigor nesta sexta-feira (17) a Lei Complementar 187/21, que estabelece as condições para que entidades beneficentes tenham direito à imunidade tributária relativa às contribuições para a Seguridade Social prevista na Constituição.

A lei tem origem em projeto (PLP 134/19) do deputado Bibo Nunes (PSL-RS). A proposta foi apresentada após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que os requisitos para aproveitamento da imunidade tributária, nos termos da Constituição, deviam constar de lei complementar. Até então as regras estavam em lei ordinária.

Continua após a publicidade
Anúncio

O presidente Jair Bolsonaro vetou dez pontos da lei. Um dos vetos incidiu sobre o dispositivo que previa a aplicação das regras antigas aos pedidos pendentes de concessão ou de renovação de certificação na data de publicação da lei complementar.

Bolsonaro alegou que a medida possui vício de inconstitucionalidade, uma vez que as entidades seriam agraciadas com a imunidade tributária sem, contudo, ter a obrigatoriedade de prestar serviço de contrapartida à sociedade para serem caracterizadas como entidades beneficentes.

Também foi vetado o dispositivo que priorizava as entidades beneficentes na celebração de convênios e de contratos com o poder público para a execução de serviços, gestão, programas e projetos.

O presidente afirmou que a proposição legislativa afronta o interesse público, uma vez que a medida privilegiaria entidades certificadas em âmbito nacional, em prejuízo das entidades de pequeno porte e de organização local.

Outro veto incidiu sobre o trecho que extinguia a cobrança, pela União, das contribuições sociais devidas com base na lei ordinária declarada inconstitucional pelo STF. Bolsonaro alegou que o benefício, que implica em perdão de dívidas tributárias, não foi acompanhado de demonstrativos de impacto financeiro e orçamentário ou medidas de compensação, como manda a legislação fiscal.

Todos os vetos serão analisados pelo Congresso Nacional, em sessão a ser marcada.

Condições
A Lei Complementar 187/21 prevê as condições que devem ser cumpridas pelas entidades beneficentes para certificação e usufruto da imunidade tributária. As entidades podem receber a certificação se prestarem serviços gratuitos nas áreas de educação, saúde ou assistência social, conforme regras detalhadas na lei.

Quando a entidade atuar em mais de uma dessas a?reas, sera? dispensada de comprovar os requisitos exigidos para cada a?rea de atuação na?o preponderante quando o total de custos e despesas com essa atividade for limitado a 30% do total.

A lei incluiu as comunidades terapêuticas que atendem pessoas com depende?ncia de a?lcool e de outras drogas entre as entidades que contarão com a imunidade. A entidade deverá comprovar um mínimo de 20% de sua capacidade em atendimentos gratuitos.

O prazo de validade da certificac?a?o é de três anos. Os requerimentos de renovac?a?o feitos apo?s o prazo da data final de validade sera?o considerados como requerimentos para concessa?o de nova certificac?a?o.

Se a Receita Federal verificar o descumprimento de qualquer requisito que resulte na perda da imunidade tributária, deverá emitir um auto de infrac?a?o e encaminhá-lo à autoridade executiva certificadora, mas a exigência do crédito tributário ficará suspensa ate? a decisa?o definitiva do processo administrativo.

Além disso, a certificac?a?o da entidade permanece va?lida ate? a data da decisa?o administrativa definitiva sobre o cancelamento da certificac?a?o.

Imunidade restrita
Nos requisitos para obter e manter a certificação, a lei estabelece que, na hipo?tese de prestac?a?o de servic?os a terceiros, a imunidade não poderá ser transferida a essas pessoas. Isso valerá para terceiros do setor público ou privado, com ou sem cessa?o de ma?o de obra.

Os dirigentes na?o responderão, direta ou subsidiariamente, pelas obrigac?o?es fiscais da entidade, salvo se comprovada fraude, dolo ou simulação.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Autor da Foto:Divulgação | Assessoria Parlamentar
Lucas do Rio Verde Há 16 horas

Câmara de Lucas do Rio Verde promove palestra “Quebrando o Silêncio” sobre violência doméstica

Evento será realizado no dia 10 de abril e reunirá lideranças para fortalecer ações de conscientização e enfrentamento à violência

Segurança Escolar Há 18 horas

Vereador Wlad Mesquita propõe instalação de câmeras com reconhecimento facial em escolas e creches de Lucas do Rio Verde

Indicação busca modernizar o controle de acesso, garantir a tranquilidade dos pais e ampliar a proteção de alunos e profissionais nas unidades de ensino do município

Autor da Foto:Rayan Nicacio / Ascom
Lucas do Rio Verde Há 20 horas

Câmara aprova moção de aplausos a associação que atua em defesa das mulheres em Lucas do Rio Verde

Proposta da vereadora Débora Carneiro reconhece trajetória da associação no combate à violência de gênero e na promoção da cidadania feminina em Lu...

Bastidores Há 1 dia

Pivetta sinaliza acordo e Max Russi deve assumir o Governo de Mato Grosso no final do ano

Presidente da Assembleia Legislativa revela restrições eleitorais que impedem a sua posse imediata e confirma compromisso para liderar o estado por alguns dias após as eleições

Mayke Toscano/Secom-MT
ELEIÇÕES 2026 Há 1 dia

Pesquisa aponta Otaviano Pivetta na liderança espontânea para o Governo de Mato Grosso

Levantamento do Instituto Veritá mostra o atual governador com 35,4% da preferência espontânea do eleitorado. No cenário estimulado, Wellington Fagundes fica à frente, e Jayme Campos lidera índice de rejeição

Lucas do Rio Verde, MT
22°
Tempo nublado
Mín. 21° Máx. 29°
23° Sensação
2.61 km/h Vento
93% Umidade
100% (2.69mm) Chance chuva
06h48 Nascer do sol
18h43 Pôr do sol
Quarta
30° 21°
Quinta
29° 21°
Sexta
28° 21°
Sábado
29° 22°
Domingo
28° 22°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,15 +0,00%
Euro
R$ 5,94 -0,02%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 372,774,34 -1,90%
Ibovespa
188,161,97 pts 0.06%
Publicidade
Publicidade
Publicidade