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Projeto equipara escolas de pedagogia da alternância a instituições oficiais de ensino

Paulo Sergio/Câmara dos Deputados Monteiro: dentre os egressos, 65% permanecem no campo O Projeto de Lei 4126/21 equipara os Centros Educativos F...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
07/02/2022 às 18h15 Atualizada em 08/02/2023 às 08h07
Projeto equipara escolas de pedagogia da alternância a instituições oficiais de ensino
Monteiro: dentre os egressos, 65% permanecem no campo - (Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados)

O Projeto de Lei 4126/21 equipara os Centros Educativos Familiares de Formação por Alternância (Ceffas), credenciados ao poder público, às instituições oficiais dos sistemas de ensino, garantindo-lhes acesso pleno às políticas e programas educacionais. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.

Os Ceffas são instituições comunitárias, sem fins lucrativos, que adotam a pedagogia da alternância, proposta educativa que intercala períodos de aprendizagem formal, na escola, com períodos de trabalhos práticos, na comunidade ou família.

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Esta pedagogia surgiu na França em 1935, voltada para filhos de agricultores familiares, e chegou ao Brasil no final da década de 1960. O projeto em análise insere a medida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Relevância
O autor da proposição é o deputado Leonardo Monteiro (PT-MG). Para ele, as Ceffas prestam um serviço educacional “de alta relevância” para a população do campo, compatibilizando o calendário escolar à sazonalidade das atividades agrárias, razão pela qual devem receber apoio do poder público.

Monteiro lembra que a pedagogia da alternância foi reconhecida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em 2006.

“A pedagogia da alternância é importante não apenas para que o jovem do campo possa permanecer em suas atividades escolares sem preocupações com conflitos entre o calendário escolar e o agrícola, mas também porque traz inúmeros benefícios a toda a comunidade, integrando a realidade dos jovens à realidade acadêmica”, disse.

Em 2019, havia no Brasil 230 destes centros educativos – divididos entre Casas Familiares Rurais, Escolas Famílias Agrícolas e Escolas Comunitárias Rurais –, atendendo 17 mil estudantes. Dentre os egressos, 65% permanecem no campo, segundo o deputado.

Tramitação 
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

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