Quarta, 12 de Agosto de 2026
22°C 37°C
Lucas do Rio Verde, MT
Publicidade

Debate sobre Bicentenário cobra revisão histórica sobre Independência

Na primeira etapa do seminário "Bicentenário da Independência: legado e desafios", nesta segunda-feira (5), no Rio de Janeiro, debatedores convidad...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Senado
05/09/2022 às 21h15 Atualizada em 03/02/2023 às 15h59
Debate sobre Bicentenário cobra revisão histórica sobre Independência
Jean Paul (2º à esq.) e Randolfe (2º à dir.) participaram do seminário, sediado no Clube de Engenharia, no Rio - Agência Senado

Na primeira etapa do seminário "Bicentenário da Independência: legado e desafios", nesta segunda-feira (5), no Rio de Janeiro, debatedores convidados cobraram revisão histórica sobre a Independência e o papel da resistência popular no processo. O seminário é promovido numa parceria da comissão especial curadora O Senado Federal e os 200 anos da Independência do Brasil com o Instituto Brasileiro de Estudos Políticos (Ibep) e o Clube de Engenharia, que sediou o debate.

Na abertura do evento, o presidente do Ibep, Francis Boghossian, salientou que a independência do Brasil é um processo em curso, tendo como objetivo a soberania nacional e a real emancipação do povo.

Continua após a publicidade
Anúncio

— A construção de uma nação independente não foi uma obra à toa. Foi o resultado de um processo de luta e resistência. O valor do nosso passado é importantíssimo para que se tenha um futuro melhor.

Presidente da comissão do bicentenário do Senado Federal, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) comemorou o esforço para repatriação dos panfletos da Independência reunidos pelo historiador e diplomata Oliveira Lima (1867-1928) que se encontravam na biblioteca da Universidade Católica de Washington (Estados Unidos): 21 deles estão reunidos no livro Vozes do Brasil: a linguagem política na Independência (1820-1824).

Randolfe mencionou as circunstâncias peculiares que fizeram o Brasil adquirir soberania antes de ser independente.

— Os eventos que se seguem à morte de D. Maria I e a coroação de D. João, tudo isso na antiga colônia: imagine o incômodo que isso causa nas Cortes em Lisboa.

O senador explicou que, dentre os projetos heterogêneos de independência, sobressaiu o plano liderado por José Bonifácio e Maria Leopoldina que assegurou a manutenção da monarquia e a unidade nacional. Ao cobrar para os próximos 200 anos um Brasil em que a democracia seja “regra, não exceção”, ele associou ao fascismo a apropriação dos símbolos nacionais por grupos que classificou “facção política”.

O senador Jean Paul Prates (PT-RN) criticou a “timidez” no registro da participação popular na história e citou a importância do Parlamento, nos anos de consolidação da Independência, como espaço de repercussão da insatisfação do povo com o autoritarismo da Coroa. Ele descreveu a história do Brasil como uma alternância de avanços e retrocessos, mas se disse otimista:

— Que a gente, nos próximos 200 anos, tenha condição de fazer um balanço positivo: “Olhe aonde a gente chegou aos trancos e barrancos: somos uma grande nação” — avaliou.

O professor e historiador da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Manuel Domingos, que participou por acesso remoto, questionou o conceito de pátria, que dificulta a compreensão da sociedade na qual os brasileiros se integram, e condenou a “vigarice” em torno do apelo emocional despertado pelo termo.

— As maiores mortandades modernas, ocorridas na 1ª e na 2ª Guerra Mundial, foram rigorosamente em nome da pátria.

O vice-presidente do Ibep, Lincoln Penna, contestou a narrativa “branca e europeia” da Independência e cobrou uma revisão histórica capaz de incorporar a resistência dos negros e dos povos originários.

Em novembro serão promovidos outros dois debates, nos dias 7 e 12, também no Clube de Engenharia.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lucas do Rio Verde, MT
24°
Parcialmente nublado
Mín. 22° Máx. 37°
24° Sensação
1.97 km/h Vento
40% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h59 Nascer do sol
18h38 Pôr do sol
Quinta
37° 20°
Sexta
38° 21°
Sábado
39° 23°
Domingo
39° 24°
Segunda
40° 25°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,16 -0,01%
Euro
R$ 5,95 -0,02%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 348,381,76 +0,18%
Ibovespa
167,874,64 pts -2.5%
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade