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Sistema de consórcios quebra recordes históricos em 2025

Vendas de cotas somam 5,16 milhões de adesões e negócios superam R$ 500 bilhões, enquanto consorciados ativos atingem 12,76 milhões.

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
29/01/2026 às 10h51
Sistema de consórcios quebra recordes históricos em 2025
ABAC

O sistema de consórcios fechou 2025 registrando quebra de vários recordes históricos nos indicadores nacionais e setoriais. Ao ratificar a crescente confiança do brasileiro, a modalidade comprovou também sua importante presença nos segmentos produtivos.

Os avanços nos acumulados de vendas de cotas confirmaram as projeções, geral e setoriais, feitas pela assessoria econômica da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) no final do ano passado. Ao resultar em 15,0%, acima do dobro do previsto de 6,0% para 2025, validou os estudos, levantamentos e indicativos divulgados no decorrer do ano.

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Mesmo em um ano marcado por oscilações na economia devido a fatores endógenos e exógenos, o mecanismo demonstrou solidez, consolidando seu market share entre as várias linhas de crédito disponíveis no mercado para aquisição de bens ou contratação de serviços.

De janeiro a dezembro, o consórcio acumulou vendas no total de 5,16 milhões de cotas, mais uma vez um novo recorde histórico. Houve aumento de 15,0% sobre as 4,49 milhões de adesões de 2024. Os créditos comercializados, resultantes dos negócios concretizados, também bateram recorde. O volume ultrapassou a marca de R$ 500,27 bilhões, 32,1% maior que os R$ 378,73 bilhões do ano de 2024.

Crescente, os participantes ativos atingiram total inédito de 12,76 milhões em dezembro de 2025. Foram registrados 13,8% acima dos 11,21 milhões de consorciados daquele mês em 2024. Desde janeiro de 2022, mês após mês, foram registrados 47 recordes consecutivos, com exceção de abril de 2023, até dezembro do ano passado, anotando um avanço de 55,4%.

Paralelamente, a somatória de consorciados contemplados, momento em que as contemplações podem ter seus créditos transformados em bens e serviços, chegou a 1,77 milhão, 4,1% acima das 1,70 milhão de 2024. A liberação de créditos totalizou R$ 123,16 bilhões, potencialmente injetados na economia, sendo 22,4% superior aos R$ 100,58 bilhões de um ano antes.

O tíquete médio de dezembro alcançou R$ 86,74 mil. Cravou alta de 10,7% sobre o do mesmo mês de 2024, que na ocasião apontou o valor de R$ 78,35 mil.

"Em 2025, registramos efetivamente um dos melhores resultados do sistema de consórcios ao longo de sua história. O desempenho anotado, comparado a 2024, foi positivo especialmente no crescimento do número de consorciados, considerado o aumento de conhecimento da essência da educação financeira. Apoiados no planejamento, os participantes vêm conquistando seus objetivos pessoais, evolução patrimonial, melhoria da qualidade de vida, entre outros", aponta Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da ABAC.

"Ao estar cada vez mais presente na cultura financeira do brasileiro, o sistema de consórcios, por consequência, tem contribuído diretamente para o controle das finanças pessoais de forma responsável e consciente, sem imediatismos, com a tranquilidade que decisões equilibradas proporcionam", complementa.

Detalhes dos indicadores

Vendas de cotas: recorde nos últimos dez anos

No total das vendas, 5,16 milhões, a distribuição por segmento ficou assim: 1,91 milhão de veículos leves; 1,44 milhão de motocicletas; 1,35 milhão de imóveis; 197,93 mil de veículos pesados, 200,80 mil de eletroeletrônicos; e 61,73 mil de serviços.

Contemplações

Nos doze meses, os 1,77 milhão de consorciados contemplados incluiu: 764,11 mil de veículos leves; 675,77 mil de motocicletas; 145,37 mil de imóveis; 96,08 mil de veículos pesados; 56,53 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 36,60 mil de serviços.

Participantes ativos

A presença de consorciados ativos em cada segmento esteve assim distribuída: 42,2% nos veículos leves; 25,2% nas motocicletas; 22,2% nos imóveis; 7,2% nos veículos pesados; 2,2% nos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 1,0% nos serviços.

Perspectivas para 2026

Ao projetar o sistema de consórcios para este ano, o economista da ABAC, Luiz Antônio Barbagallo, mostrou boas perspectivas, baseadas em estudos realizados na entidade. "Em 2026, acreditamos na possibilidade de obtenção de desempenhos setoriais semelhantes ou até maiores que os alcançados no ano passado".

Ao ponderar a possível estabilização da inflação, eventualmente refletida na baixa da taxa Selic, a continuidade da redução do desemprego e com alguma desaceleração da economia, Barbagallo entende que "2026 seja um ano de superação de desafios. Há possibilidade de obtenção de novos recordes de adesões, negócios e participantes. Calculamos que, a exemplo de 2025, o sistema de consórcios possa crescer um pouco mais e atingir até 11,0%, cinco pontos percentuais maior que o estimado para o ano passado".

No ano passado, a meta estimada em 8,0% para o crescimento do acumulado de vendas de cotas foi superada. Alcançou 15,0%, quase o dobro do previsto.

Nos segmentos, os percentuais poderão variar. No de imóveis, por exemplo, a estimativa é para 25,0%, considerando a boa evolução ocorrida nos últimos anos. Somente no ano passado, a evolução foi de 36,0%, quase o dobro dos estimados 20,0%.

No de veículos automotores, enquanto para os consórcios de motocicletas a projeção é de avanço de 7,0%, para veículos leves a perspectiva aponta para uma repetição de 6,0%, presumidos e superados em 2025. No ano passado, veículos leves chegaram a 9,4% de aumento. Motocicletas alcançaram 8,3% de alta, acima dos 2,0% projetados.

Especificamente em veículos pesados, considerando a divisão de 51,0% para máquinas agrícolas, 41,0% para caminhões e 8,0% para outros bens como implementos rodoviários e agrícolas, ônibus, aeronaves, embarcações, entre outros, face às oscilações do ano passado com predominância de retrações, a projeção é de estabilidade em 2026.

O bom desempenho do segmento de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, registrado em 2025, apontou crescimento de 51,0%, mais que o dobro do programado em 23,0%. Para 2026, conservadoramente, o economista prevê evolução de 20%.

A recuperação observada no setor de serviços a partir de 2023, após os impactos da pandemia, foi reafirmada em 2024 e 2025. Neste último, os 10,0% projetados foram superados com 16,9%. Para os próximos doze meses, a perspectiva é de alta de 8,5%.

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