Quinta, 05 de Novembro de 2026
25°C 38°C
Lucas do Rio Verde, MT
Publicidade

Rodrigo Pacheco vence eleição e continuará no comando do Senado

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) continuará no comando do Senado no biênio 2023/2024. Ele venceu a eleição para presidente da Casa realizada nest...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Senado
01/02/2023 às 18h15 Atualizada em 10/02/2023 às 07h18
Rodrigo Pacheco vence eleição e continuará no comando do Senado

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) continuará no comando do Senado no biênio 2023/2024. Ele venceu a eleição para presidente da Casa realizada nesta quarta-feira (1º), com 49 votos, ficando à frente de seu adversário, Rogério Marinho (PL-RN), que obteve o apoio de outros 32 parlamentares, inclusive de Eduardo Girão (Podemos-CE), que também era candidato, mas desistiu da disputa durante a sessão.

A escolha foi feita após a posse dos 27 eleitos em outubro, de acordo com procedimentos definidos pelo Regimento Interno. A votação, secreta e realizada em cédulas de papel, foi comandada pelo atual vice-presidente Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e exigiu a presença da maioria absoluta dos parlamentares, ou seja, 41, mesmo número necessário para a escolha do presidente. Se nenhum deles obtivesse tal marca, haveria novo turno de votação.

Continua após a publicidade
Anúncio

Falta definir agora o restante da Mesa, da qual fazem parte também o primeiro e segundo-vice-presidentes e primeiro, segundo, terceiro e quarto-secretários com seus suplentes. A escolha será feita em nova reunião preparatória, prevista para esta quinta-feira (2), às 10h.  

Compromissos

Antes da votação, ao pedir o apoio dos demais parlamentares, o senador Rodrigo Pacheco lembrou alguns de seus feitos nos primeiros dois anos de comando da Casa, como a criação da Comissão de Segurança Pública, a atuação do Senado nos tempos de pandemia e projetos importantes aprovados.

Pacheco destacou a produção legislativa da Casa durante a sua gestão, afirmou que defenderá as prerrogativas dos senadores e apontou como prioridades a reforma tributária, o enxugamento da máquina pública e novas regras fiscais.

— Pauta-bomba, perseguição, exigências e chantagens não aconteceram na minha presidência. O que houve foi uma relação cooperativa com outros poderes e instituições — acrescentou. 

Rodrigo Pacheco também defendeu que o Senado estabeleça sua “independência devida” em relação ao Executivo e que encontre soluções legislativas para conflitos de competência com o Judiciário. Ele disse que atuará por um Senado sem  “revanchismos”, mas capaz de se impor.

— Um Senado que se subjuga é um Senado covarde. Não permitiremos. Nós devemos cumprir nosso papel de solucionar problemas através da nossa capacidade e dever de legislar.

O recém-eleito ainda prometeu defender as prerrogativas dos parlamentares e condições plenas para o exercício dos mandatos.

— O senador que sofrer algum tipo de perseguição, revanchismo ou retaliação merecerá pronta resistência, seja contra quem for. As prerrogativas e imunidades serão sempre defendidas pela Presidência, porque é uma obrigação do presidente — garantiu. 

Alternância

Já Rogério Marinho, adversário de Pacheco, buscou convencer os parlamentares alegando que a alternância de poder oxigena a democracia e permite oportunidade a todos. 

Segundo Marinho, nos últimos anos, as comissões temáticas funcionaram mal, projetos foram levados diretamente ao Plenário e senadores votaram sem o conhecimento necessário de muitas propostas que lhes foram apresentadas. 

— A mais importante comissão temática do Senado, a CCJ é o exemplo mais claro da omissão da instituição. Em 2022, a CCJ da Câmara fez 61 sessões ordinárias, e a do Senado apenas seis, sem ação da Presidência, para corrigir tal abuso — avaliou. 

O representante do Rio Grande do Norte afirmou ainda que seria intransigente na defesa da inviolabilidade do mandato e da liberdade de expressão e apontou que eventuais excessos devem ser corrigidos pela Constituição e pelas comissões de Ética da Câmara e do Senado, mas não pelo “arbítrio” de alguns. 

Desistência

Antes de abrir mão de sua candidatura em favor de Rogério Marinho, o senador Eduardo Girão aproveitou para defender o voto aberto, uma atuação mais transparente e uma aproximação maior do Senado da população. Ele também criticou a falta de equilíbrio entre os poderes e o que considera abuso de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

— Fiz minha parte para viabilizar esta candidatura, mas reconheço que não foi possível. Se tem alguém com mais chance de garantir a alternância de poder, mesmo não defendendo tudo que proponho, não tenho nenhum problema em apoiá-lo para o bem do Senado e do Brasil: Rogério Marinho. Meu voto e meu apoio são seus —declarou. 

Atribuições

Ao presidente cabe convocar e presidir as sessões do Senado e as sessões conjuntas do Congresso Nacional, dar posse aos senadores e fazer comunicação de interesse do Senado e do país, a qualquer momento, no Plenário.

Além disso, o presidente define os projetos que devem ir à votação, de acordo com as regras regimentais, retira proposição de pauta para cumprimento de despacho, correção de erro ou omissão no avulso eletrônico e para sanar falhas da instrução, além de decidir as questões de ordem.

Também é função do presidente impugnar proposições contrárias à Constituição, às leis, ou ao regimento. O autor, no entanto, tem direito a entrar com recurso no Plenário, que decidirá após audiência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Ainda de acordo com o regimento, o presidente terá apenas voto de desempate nas votações abertas, mas sua presença conta para efeito de quórum, podendo, em votação secreta, votar como qualquer senador.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Infraestrutura Há 1 semana

Fim da ilusão: Pivetta anuncia devolução de 12 mil km de rodovias aos municípios e critica uso político por deputados

Governador eleito afirma que trechos foram estadualizados no passado apenas para agradar bases eleitorais e promete repassar recursos diretos para as prefeituras.

O governador reeleito Otaviano Pivetta disse que gestão no Estado é referência | Victor Ostetti/MidiaNews
Referência Nacional Há 4 semanas

De Mato Grosso para o Brasil: Pivetta defende modelo de gestão com foco em resultados e responsabilidade fiscal

Governador reeleito destaca a redução da máquina pública como caminho essencial para desonerar o trabalhador e destravar o desenvolvimento do país.

Eleições 2026 Há 1 mês

Nova composição: Confira os senadores e deputados eleitos por Mato Grosso e o desenho das bancadas

Urnas confirmam perfil conservador do Estado, consolidando ampla maioria da direita e centro-direita no Legislativo estadual e federal; veja a lista dos eleitos.

Mauro Mendes, Otaviano Pivetta, José Medeiros, Cidinho Santos e Odilio Balbinotti | Yasmin Silva/MidiaNews
BASTIDORES Há 1 mês

Aliança selada: Forças políticas de Mato Grosso unem-se em bloco no segundo turno

Evento em Cuiabá reuniu o governador reeleito, senadores e prefeitos, marcando o fim das restrições partidárias e a consolidação de uma frente conservadora no Estado.

Foto: Ilustração Montagem
POLÍTICA E GESTÃO Há 1 mês

O primeiro dia do futuro: Pivetta dá aula de postura e sela compromisso com o legado de Mato Grosso

Após os ataques da velha política, o eleitorado retira do tabuleiro dinastias de três décadas; nomes do passado já não importam diante da revolução logística e econômica que temos pela frente.

Lucas do Rio Verde, MT
37°
Tempo nublado
Mín. 25° Máx. 38°
36° Sensação
10.3 km/h Vento
25% Umidade
45% (0.55mm) Chance chuva
06h09 Nascer do sol
18h46 Pôr do sol
Sexta
39° 24°
Sábado
41° 26°
Domingo
36° 23°
Segunda
26° 22°
Terça
37° 22°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,48 +0,46%
Euro
R$ 6,16 +0,50%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 441,078,00 -5,19%
Ibovespa
166,392,88 pts -0.7%
Publicidade
Publicidade