
O crescimento acelerado de Lucas do Rio Verde trouxe consigo um desafio que todo motorista já sente na pele: o estrangulamento do trânsito na região central. Para tentar resolver o problema antes que a cidade trave, a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Segurança e Trânsito, está estudando a implantação de um sistema binário nas principais vias do centro.
A proposta consiste em transformar ruas ou avenidas paralelas, que hoje operam com mão dupla, em vias de sentido único. Na prática, enquanto uma avenida "sobe" em direção a um bairro, a paralela vizinha "desce" em direção ao centro, criando um fluxo contínuo e mais seguro.
O fim dos cruzamentos perigosos
O principal argumento técnico para a mudança é a segurança. Em vias de mão dupla, os cruzamentos são pontos críticos de acidentes, especialmente nas conversões à esquerda. Com o sistema binário, o número de "pontos de conflito" nos cruzamentos cai drasticamente.
Além da segurança, o sistema permite:
Sincronização de semáforos: A famosa "onda verde" é muito mais fácil de ser implantada em vias de sentido único.
Ganho de faixas: Vias que hoje são apertadas podem ganhar uma nova faixa de rolamento ou mais vagas de estacionamento.
Fluidez: Elimina-se o represamento de veículos que tentam virar à esquerda e acabam travando quem vem atrás.
Desafios e adaptação
Embora eficiente, a mudança exige um período de adaptação e um estudo de impacto no comércio local. Muitos comerciantes temem que o sentido único afaste clientes que "passavam em frente" no sentido contrário. Por outro lado, o aumento da fluidez e a facilidade de estacionar costumam, a longo prazo, valorizar as regiões que adotam o modelo.
A prefeitura ainda está na fase de coleta de dados de fluxo. O projeto deve passar por audiências públicas e apresentações para entidades de classe antes de sair do papel.
Exemplos de Sucesso
O sistema binário não é novidade em grandes centros e já foi aplicado com sucesso em cidades de médio porte que cresceram rápido, como Lucas. A ideia é preparar o centro para suportar o volume de veículos previsto para os próximos 10 anos, evitando que o coração comercial da cidade se torne um labirinto de congestionamentos.