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Frequência de meninos adolescentes nos consultórios médicos continua baixa

Os números são ainda menores quando comparados com o período da pandemia

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso
22/09/2021 às 10h30 Atualizada em 07/02/2023 às 15h08
Frequência de meninos adolescentes nos consultórios médicos continua baixa
Segundo informações do SUS, em 2020 apenas 2,1 milhões de garotos compareceram nos consultórios médicos - Foto por: Getty Images

Assim como os homens adultos, os adolescentes do sexo masculino também não comparecem aos consultórios médicos. O alerta é do urologista Newton Tafuri, credenciado ao Mato Grosso Saúde pela clínica Vida para o Dia Nacional da Saúde de Jovens e Adolescentes, celebrado no dia 22 de setembro.

O especialista, que é presidente da seccional da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em Mato Grosso, toma como base dados do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), do Ministério da Saúde, que revelam a baixa frequência dos adolescentes ao médico. Essa situação ocorre em todos os estados. 

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Em 2020, o acesso das meninas entre 16 e 19 anos ao Sistema Único de Saúde foi três vezes maior que o dos meninos: 6,9 milhões de meninas, contra 2,1 milhões de meninos, mesmo a rede oferecendo gratuitamente o serviço.

Também foi observado que a pandemia interferiu nos cuidados com a saúde dos adolescentes. Houve uma queda de comparecimento nos consultórios de 2019 para 2020 de 12% em relação às meninas e de 6,5% aos meninos.

“O que acontece é que a referência no atendimento às meninas é o ginecologista. Por isso, a necessidade de conscientização, tanto dos pais como dos próprios adolescentes, sobre a importância dos meninos terem uma rotina de consulta”, pontua.

Neste contexto, o Dr. Newton Tafuri observa que a saúde do homem precisa de atenção e que o incentivo às visitas ao médico deve começar desde cedo. “Ao levá-los para uma consulta com o urologista, abre-se a oportunidade de inúmeras ações de prevenção e diagnóstico precoce.Daí a importância do jovem e do adolescente manterem uma rotina de consultas”, esclarece o especialista.

Entre estas ações preventivas, o presidente da SBU/MT cita a identificação de comportamentos de risco, como uso de drogas ilícitas, tabagismo e uso abusivo de álcool; incentivo a utilização do preservativo para prevenção de DSTs e de gravidez indesejada; detecção de doenças que possam trazer prejuízos no futuro, como a varicocele, que pode afetar a fertilidade; esclarecimento sobre a aplicação de vacinas para proteção contra o HPV, imunizante preconizado a garotos de 11 a 14 anos e disponível gratuitamente pelo SUS. 

HPV ou Papilomavírus

Em pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com adolescentes foi constatado que 44% não usaram preservativo na primeira relação sexual e 35% não usam ou usam raramente o preservativo. Ainda 38,57% dos meninos disseram não saber sequer colocar o preservativo.

“Embora o HPV seja uma doença sexualmente transmissível, a prevenção pode começar bem antes da vida sexual”, orienta Dr. Newton Tafuri, reforçando que existem vacinas indicadas para meninas e jovens de 9 a 26 anos na rede pública.

Quando a vida sexual começar, acrescenta o médico, recomenda-se o uso de preservativo para reforçar a prevenção contra o HVP. Mas a camisinha, nesse caso, não é 100% segura. Como a infecção depende apenas do contato com a pele e não necessariamente da penetração, é importante o uso do preservativo desde o início da relação. Isso ajuda, mas não oferece proteção total contra o HPV. A vacinação, segundo a Organização Mundial da Saúde, é a principal forma de prevenção contra o vírus.

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