Domingo, 09 de Agosto de 2026
22°C 37°C
Lucas do Rio Verde, MT
Publicidade

Comissão especial pode votar PEC com recursos para piso da enfermagem nesta quarta

Cleia Viana/Câmara dos Deputados Para Alice Portugal, há tempo para o Congresso aprovar a PEC ainda neste ano A relatora da comissão especial do ...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
13/12/2022 às 16h45 Atualizada em 10/02/2023 às 20h25
Comissão especial pode votar PEC com recursos para piso da enfermagem nesta quarta

A relatora da comissão especial do piso salarial da enfermagem, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), anunciou nesta terça-feira (13) que vai propor ao colegiado o texto de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) com fontes de recursos “limpas” para custear a base salarial da categoria, sem eventuais conflitos com regras fiscais vigentes.

A ideia, segundo ela, é que a proposta seja votada pelo colegiado amanhã, logo após a sessão do Plenário, e em dois turnos pela Câmara dos Deputados e pelo Senado até o recesso parlamentar. “Nós temos, sim, tempo para aprovar [a PEC] nas duas Casas, e a enfermagem levar para o Natal a expectativa de um contracheque diferenciado no início de 2023”, disse.

Continua após a publicidade
Anúncio

A deputada explicou que pretende apresentar um substitutivo reunindo trechos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 390/14, do deputado André Figueiredo (PDT-CE), e da PEC 27/22, do deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE).

A PEC 390/14 amplia em até 6% os limites de gastos de municípios e do Distrito Federal com pessoal ativo nas áreas de saúde e de educação. Atualmente, a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe municípios de gastarem com pessoal mais do que 54% da receita corrente líquida (RCL).

Já a PEC 27/22 permite que o superávit financeiro de fundos públicos do Poder Executivo seja usado, entre 2023 e 2025, como complementação federal para o pagamento do piso salarial da enfermagem. Os valores repassados ficam fora do teto de gastos, como ocorre hoje com as complementações da União ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

“O que nós estamos buscando é o excedente, é o resultado positivo dos fundos federais”, ressaltou Benevides Filho. Ele lembrou que fundos são criados a partir de taxas ou impostos para atender a uma despesa específica. “A emenda constitucional tem o poder de desvincular todas essas receitas para apropriar uma outra despesa, que, neste caso, é o pagamento do piso da enfermagem em todo o território brasileiro”, acrescentou.

Benevides: PEC vai buscar o excedente dos fundos federais
Benevides: PEC vai buscar o excedente dos fundos federais - (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

Regra de transição
A PEC 27/22 estabelece ainda uma regra de transição para que os gastos com o pagamento do piso da enfermagem só sejam contabilizados como despesa de pessoal a partir do 2º ano de vigência da emenda constitucional, quando 10% dos gastos começariam a ser somados como despesa de pessoal a cada ano ao longo de 11 anos.

Em audiência pública nesta terça-feira, a deputada Alice Portugal afirmou que também deve acolher sugestão apresentada durante a reunião por Bruno Moreti, assessor do Senado Federal. Ele propôs a utilização de parte dos recursos do fundo social do pré-sal, o qual atualmente já tem parte dos recursos destinada à educação e à saúde.

“A expectativa é de R$ 700 bilhões até 2031, só em excedente de óleo do pré-sal, que poderiam ser direcionados para o piso, com impacto primário nulo”, defendeu Moreti.

Alice Portugal disse que a incorporação de parte do fundo social favorece o pagamento do piso. “Minha intenção é dar acolhida às duas propostas [de emenda à Constituição] e fazer um substitutivo em função desta novidade que nos apareceu”, concluiu.

Wanderlei Castanha:
Wanderlei Castanha: "A enfermagem brasileira não pode mais esperar - (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

Diálogo com o STF
Representantes de entidades como a federação nacional, a associação brasileira e o fórum nacional de enfermagem, que acompanharam a reunião do auditório, destacaram a importância de manter vivo o diálogo com o Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente com o ministro Luís Roberto Barroso.

Em setembro deste ano, Barroso suspendeu por meio de liminar a Lei 14.434/22, que definiu o piso salarial nacional para as carreiras de enfermagem (enfermeiro, técnico e auxiliar) e da parteira.

Segundo a decisão, a lei gera “risco concreto de piora na prestação do serviço de saúde” em razão de riscos apontados pelo governo federal, relacionados a demissões em massa e à redução da oferta de leitos por conta da elevação de despesas.

“Nós estamos solicitando ao Supremo que, com a aprovação dessas fontes de financiamento, seja efetivamente revogada a liminar, porque a enfermagem brasileira não pode mais esperar”, disse Wanderlei Castanha, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde.

Barroso deu prazo de 60 dias para estados, municípios e o governo federal informarem os impactos que o texto traz para a situação financeira do País.

Em julho deste ano, o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional 124, que inclui o piso salarial da enfermagem na Constituição.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Avanço na Br-163 Há 1 mês

Governo e concessionária antecipam entrega da duplicação da BR-163 pela metade do tempo

Obras previstas para oito anos serão concluídas em quatro; governador assegura recursos e destaca posse de representante do setor produtivo no conselho da empresa.

Reconhecimento Há 4 meses

Coronel Fernanda apoia indicação de Soraya Santos ao TCU e destaca avanço para a representatividade feminina

Com o aval do Partido Liberal e de lideranças nacionais, a deputada por Mato Grosso reforça que a escolha quebra o domínio masculino no Tribunal de Contas da União e valoriza o perfil técnico

Foto: Ascom Prefeitura/Olga Kunze
POLÍTICA E PODER Há 4 meses

De Lucas do Rio Verde para o comando de Mato Grosso: A posse de Pivetta prova que o modelo luverdense de gestão venceu

Com a renúncia de Mauro Mendes para alçar novos voos políticos, o ex-prefeito assume o governo em um ano atípico de eleições e Copa do Mundo com a missão de manter a máquina girando sob a ótica do “lucro social”

Foto: Assessoria
JUSTIÇA E ADVOCACIA Há 5 meses

Contas em dia e foco no interior: OAB-MT encerra primeiro ano com saldo positivo nas 29 subsecções e lança ofensiva de descentralização

Com a autonomia financeira garantida, a direção da Ordem apresenta a Ouvidoria de Interiorização e promete percorrer todos os polos regionais para ouvir de perto as reais necessidades da advocacia

Secom-MT
Alívio no Bolso Há 7 meses

Governo de MT extingue Taxa de Incêndio e confirma isenção total para o ano de 2026

Decisão do Executivo Estadual põe fim à cobrança anual e garante que nenhum contribuinte precisará pagar o tributo este ano; medida visa desburocratizar e reduzir carga tributária.

Lucas do Rio Verde, MT
25°
Tempo limpo
Mín. 22° Máx. 37°
25° Sensação
1.38 km/h Vento
41% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
07h01 Nascer do sol
18h38 Pôr do sol
Segunda
40° 26°
Terça
38° 25°
Quarta
38° 24°
Quinta
37° 24°
Sexta
39° 22°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,08 +0,04%
Euro
R$ 5,87 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 348,882,71 -0,34%
Ibovespa
172,513,42 pts -1.73%
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade