Quinta, 19 de Março de 2026
21°C 28°C
Lucas do Rio Verde, MT
Publicidade

Reparo de obras de arte pode chegar a R$ 1 milhão, diz equipe do Museu do Senado

Após o cenário de guerra causados pelo ataque antidemocrático do último domingo (8), a equipe do Museu do Senado e dos serviços de conservação e re...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Senado
13/01/2023 às 18h15 Atualizada em 09/02/2023 às 22h01
Reparo de obras de arte pode chegar a R$ 1 milhão, diz equipe do Museu do Senado

Após o cenário de guerra causados pelo ataque antidemocrático do último domingo (8), a equipe do Museu do Senado e dos serviços de conservação e reparação da Casa já trabalha intensamente para que as obras de arte sejam reparadas com a maior brevidade e voltem a ser expostas à população. Para que isso aconteça, a recuperação do acervo histórico pode custar cerca de R$ 1 milhão.

Uma estimativa inicial, que, além do acervo histórico e artístico, inclui vidraças, carpetes e outros elementos construtivos, é de danos totais entre R$ 3 e R$ 4 milhões, de acordo com a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.

A informação sobre os tesouros históricos foi passada na manhã desta sexta-feira (13) pela chefe do Serviço de Gestão de Acervo Museológico (Segam), Maria Cristina Monteiro. Ela esclareceu as dúvidas da imprensa durante coletiva com a participação de outros profissionais que conduzem os serviços de reparação das obras da Casa. 

Continua após a publicidade
Anúncio

— Na verdade ainda não existe um orçamento fechado. O levantamento de preços leva um pouco de tempo, porque é uma pesquisa de mercado. Mas em média a gente está orçando em torno de R$ 800 mil a R$ 1 milhão de custo de obras de arte. Mas pode ser que esse valor seja menor, porque algumas pessoas passaram o valor da obra em si. Precisamos detalhar o valor somente da restauração. Então, ainda não temos esse valor detalhado — disse. 

De acordo com ela, dos 14 itens danificados, onze já foram levados para o laboratório do próprio Senado, à exceção do painel vermelho de Athos Bulcão, da tapeçaria de Burle Marx e do quadro "Ato de Assinatura do Projeto da 1ª Constituição", de Gustavo Hastoy. Ela explicou como está sendo o processo inicial até a emissão de um laudo definitivo:

— Num primeiro momento, nós identificamos as obras que foram danificadas. Depois é feito um diagnóstico mais apurado. Então fizemos a identificação das obras que precisam de restauro. Depois da identificação, cada objeto vai passar por um diagnóstico mais aprofundado, porque aí você vai ver o material necessário, a pigmentação necessária. Em seguida é que é feita a higienização e depois o restauro dessas peças. 

Parcerias 

Maria Cristina explicou que as onze obras levadas ao laboratório, como o mobiliário do século 19, o tinteiro de bronze da época do Império e um quadro de Guido Mondim serão restaurados pelos próprios profissionais de conservação e restauração da Casa. Dos cinco quadros de Urbano Villela, que ficavam na galeria dos ex-presidentes, quatro serão refeitos pelo próprio artista e outro será restaurado pelos profissionais do laboratório. Segundo Maria Cristina Monteiro, o Segam tem contado com ajuda de parceiros para que a restauração seja agilizada. 

—  Estamos contando com o apoio de algumas instituições, como o Instituto Federal de Brasília (IFB), que já era nosso parceiro na restauração de móveis assinados, embora não de móveis do Império. A Secretaria de Cultura do Distrito Federal está cedendo mão-de-obra: as pessoas vão fazer um rodízio e vão nos ajudar a restaurar o painel do Athos Bulcão. E a gente está em contato também com o Instituto Burle Marx para resolver o restauro da tapeçaria — detalhou. 

Prazo

Ismail Carvalho, profissional do Laboratório de Conservação do Senado, ressaltou como essas parcerias podem auxiliar nesse trabalho. A delicadeza e as exigências específicas dificultam, inclusive, segundo Ismail, precisar um prazo para o fim dos reparos. 

— Obviamente, nós não estamos preparados para tudo. Não temos na nossa equipe, nesse momento, o especialista em têxtil. Então estamos buscando junto ao Instituto Burle Marx ajuda para que realmente possamos restaurar a tapeçaria do Burle Marx da melhor forma possível. E o instituto tem nos ajudado, nos apontado especialistas Brasil afora, para que possamos realizar a melhor restauração possível no acervo do Senado. 

Também questionada sobre o prazo para devolução das obras e abertura do museu ao público, Maria Cristina reforçou que a orientação da Diretoria Geral é de que os itens sejam repostos com a maior brevidade. 

— Obra de arte é diferente de trocar vidros. As vidraças, daqui a pouco, estarão todas trocadas. Mas as obras de arte dependem de mão-de-obra muito especifica. Então a gente não tem ainda uma data. Mas a gente está começando o quanto antes e vendo também essas parcerias para acelerar o processo. E enquanto isso o museu vai estar fechado. 

Orçamento

A chefe do Segam não soube informar se o valor possivelmente a ser restituído ao Senado, após as ações que buscam reparação e ressarcimento por parte dos criminosos, será usado para bancar o serviço de restauração. Inicialmente, segundo ela, o trabalho está sendo custeado pelo orçamento da Casa. 

— Mas é o próprio orçamento do Senado num primeiro momento que foi liberado para poder utilizar nessa área. De qualquer forma a gente está contando com a colaboração dos parceiros. A gente tem muita gente se voluntariando, recebendo muitos currículos, muita gente querendo trabalhar com a gente. Então a gente está fazendo um cadastro dessas pessoas, até para ver depois a especialização de cada um e ver se eles realmente podem colaborar. 

Segurança

Maria Cristina ainda informou que o Senado está conversando com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para autorizar a instalação de películas nos vidros externos da Casa e dificultar a quebra dessa fachada e evitar novos ataques. 

— Agora há uma preocupação maior. Esse vidros sempre foram vidros comuns, que são fáceis de quebrar. A substituição dos vidros está sendo conversada junto com o Iphan. A gente pretende colocar uma película antivandalismo, porque daí você dificulta a entrada, a quebra do vidro. Então você preserva melhor a segurança. Isso em toda parte onde tem vidro na Casa, não só no museu. 

O Iphan é o órgão responsável por autorizar qualquer intervenção em bens imóveis tombados, como é o caso do Palácio do Congresso Nacional. 

Veja a lista de danos ao acervo do Museu:

No Salão Nobre:

  • Tapeçaria de Burle Marx: rasgada, embolada, suja de urina e arremessada na entrada da galeria do Plenário. Para restaurar: higienização parte a parte, pois a peça é antiga.
  • Quadro "Ato de Assinatura do Projeto da 1ª Constituição", de Gustavo Hastoy: tentaram derrubá-lo e não conseguiram. A parte inferior da moldura foi danificada, além de alguns arranhados na pintura. Para restaurar: é preciso retirá-lo da moldura, banhada a ouro e com 3 metros de largura. A pintura deve ser colocada sobre uma plataforma de madeira, com auxílio de uma estrutura de ferro a ser montada pontualmente para o reparo.
  • Quadros de Urbano Villela na Galeria dos Presidentes: quatro foram totalmente perdidos e serão refeitos pelo próprio artista. Outro será restaurado pelos profissionais do próprio Senado. 
  • Tinteiro de bronze da época do Império: amassado e dobrado ao meio. Para restaurar: aquecimento do metal.
  • Vitrine com fotos e réplica da Constituição: vidro estilhaçado. Para restaurar: reposição do vidro.
  • Mesa de centro vinda do Palácio Monroe: teve o tampo lascado e uma coluna lateral danificada. Para restaurar: trabalho da própria equipe do Museu.
  • Painel vermelho de Athos Bulcão: sofreu arranhões devido aos estilhaços. Para restaurar: serão necessários três vidros de 20 ml de tinta vermelha específica, cada um ao preço estimado de R$ 800.
  • Tapete persa de decoração do dispositivo de receptivo dos chefes de Estado: foi encharcado e possivelmente sujo de urina. Para restaurar: lavagem inicial para verificar se necessita de outra intervenção. 

Na presidência:

  • Quadro de Guido Mondim: foi arrancado da moldura e jogado ao chão. Para restaurar: avaliação das avarias e recolocação na moldura.
  • Mesa de trabalho do século 19, que pertenceu aos palácios dos Arcos e Monroe: totalmente danificada, com partes e pedaços espalhados por diversos pontos da Casa. Para restaurar: ainda é incerta sua recuperação. É preciso recolher todas as partes e tentar recompô-la com novas peças de madeira.

Plenarinho:

  • Cadeira que pertenceu ao Palácio Monroe: braço quebrado. Para restaurar: recolocação da peça.

Cafezinho dos senadores 

  • Uma cadeira do designer Jorge Zalszupin. 
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Foto: Assessoria
JUSTIÇA E ADVOCACIA Há 3 semanas

Contas em dia e foco no interior: OAB-MT encerra primeiro ano com saldo positivo nas 29 subsecções e lança ofensiva de descentralização

Com a autonomia financeira garantida, a direção da Ordem apresenta a Ouvidoria de Interiorização e promete percorrer todos os polos regionais para ouvir de perto as reais necessidades da advocacia

Secom-MT
Alívio no Bolso Há 2 meses

Governo de MT extingue Taxa de Incêndio e confirma isenção total para o ano de 2026

Decisão do Executivo Estadual põe fim à cobrança anual e garante que nenhum contribuinte precisará pagar o tributo este ano; medida visa desburocratizar e reduzir carga tributária.

Rodovia da Vida Há 2 meses

O fim do “Corredor da Morte”? A BR-163 dá o recado em 2026: a obra cura, o asfalto salva

Fechar o feriado de Ano Novo com zero mortes no trecho entre Itiquira e Sinop não é sorte, é o resultado de uma rodovia que finalmente parou de ser tratada como moeda política.

Novas Regras Há 3 meses

Justiça suspende liminar e novas regras da CNH voltam a valer em Mato Grosso

Decisão atende pedido da União e derruba suspensão que garantia o modelo antigo por 180 dias; mudanças do Contran têm validade imediata no estado.

Foto: Divulgação
Defesa Sanitária Há 3 meses

Pivetta decreta emergência zoossanitária em MT após foco de Gripe Aviária em Cuiabá

Medida tem validade de 90 dias e visa conter o avanço do vírus H5N1; Indea estabelece barreiras e vigilância num raio de 10 km da área afetada.

Lucas do Rio Verde, MT
21°
Tempo nublado
Mín. 21° Máx. 28°
22° Sensação
0.91 km/h Vento
96% Umidade
100% (11.77mm) Chance chuva
06h47 Nascer do sol
18h55 Pôr do sol
Sexta
27° 21°
Sábado
27° 21°
Domingo
27° 21°
Segunda
28° 21°
Terça
29° 21°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,25 -0,09%
Euro
R$ 6,02 +0,04%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 390,394,40 -1,51%
Ibovespa
179,639,90 pts -0.43%
Publicidade
Publicidade
Publicidade